Funcionamento da BU apenas até às 18h e a luta das TAEs

21/02/2020 17:21

A Biblioteca Universitária (BU) da UFSC agora funciona apenas até às 18h, depois de decisão da reitoria em não mais flexibilizar a jornada de trabalho de técnicas e técnicos-administrativos (TAEs). Tal medida impacta a rotina de estudo de muitas e muitos estudantes de pós-graduação, que encontram na biblioteca um espaço importante para pesquisa e escrita. Sem o atendimento ininterrupto de 12 horas ou mais, possibilitado somente a partir de turnos de 6h das trabalhadoras e trabalhadores, diversos locais da UFSC sofrem mudanças no seu horário de atendimento aosestudantes e à comunidade.

A APG saúda a mobilização de TAEs, que vem acontecendo desde que o ano começou, e registra aqui seu apoio à luta. Essa pauta é de toda a comunidade universitária! Esse ano enfrentaremos muitas lutas e a união das categoriais é fundamental nesse processo, desde as pautas locais até o enfrentamento nas ruas contra os cortes na educação pública e a precarização da vida.

PELA FLEXIBILIZAÇÃO DO HORÁRIO DE TAEs! POR UMA UNIVERSIDADE ABERTA!
POR UMA UNIVERSIDADE PÚBLICA E POPULAR!
SÓ A LUTA MUDA A VIDA!

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Nota da APG-UFRJ: Polícia Militar reprime ato da Associação de Pós-Graduandos da UFRJ (APG-UFRJ) dentro do campus da Universidade

30/08/2019 20:23

Ontem, 29 de agosto, a Polícia Militar do Estado do Rio de Janeiro reprimiu um ato organizado pela APG-UFRJ, no próprio campus da instituição. Após assembleia para discussão sobre os cortes no orçamento da Educação e das bolsas do CNPq, os estudantes caminharam até a Av. Horácio Macedo, em frente à Faculdade de Letras, e fecharam um dos sentidos da via durante alguns minutos, entoando palavras de ordem e alertando a comunidade acadêmica sobre as ameaças à Universidade.

Os estudantes foram surpreendidos com a chegada de policiais militares ao local que agiram com a truculência que lhes é comum. Portando ostensivamente fuzil e armas curtas, os policiais sem qualquer identificação, chegaram a ameaçar os estudantes (graduandos e pós-graduandos) com armas não letais. Houve da parte dos estudantes a tentativa de negociar uma solução não violenta para o caso, propondo a continuidade do ato por cinco minutos, opção prontamente rejeitada pelos agentes. Nos momentos seguintes, ao menos cinco viaturas da PM e do Rio Mais Presente foram deslocadas até o local para por fim ao ato de cerca de 30 estudantes que reivindicavam pacificamente o direito de continuar seus estudos dentro da Universidade.

Cabe destacar que a via não foi completamente fechada em momento algum, bem como os estudantes já haviam liberado as faixas de maior fluxo no momento da chegada dos policiais. A opção tomada pelos agentes não foi de reorganizar o trânsito nas vias que não foram ocupadas, mas sim de cercear o direito constitucionalmente garantido à manifestação dos estudantes por meio de ameaças à integridade física, numa clara expressão do autoritarismo do braço armado do Estado.

É inconcebível que a PM possua carta branca para reprimir atividades pacíficas dentro da UFRJ, como a descrita. O cerceamento a liberdade de expressão e o debate crítico só foram subtraídos assim no tempo da ditadura militar. Se hoje eles proíbem os alunos de fazerem uma manifestação, amanhã podem invadir CA’s, o DCE e as entidades representativas dos professores e técnicos.

Demonstramos total repúdio às ações da PMRJ no campus e viemos a público cobrar da Reitoria e da Procuradoria explicações sobre as ações de policiais sem identificação dentro da UFRJ.

A APG UFSC se solidariza com as companheiras e companheiros da APG UFRJ pela violência sofrida e repudia a truculência policial para com o movimento estudantil! Resistiremos!

 

APG-UFSC, pra não lutar só!

22/08/2019 23:03

A gestão PRA NÃO LUTAR SÓ, da APG UFSC, se formou em outubro do ano passado pra enfrentar os ataques que vem sendo feitos contra a educação pública e gratuita. Esses ataques são tanto da administração da UFSC, que quis implementar cobrança de mensalidade na pós graduação lato sensu, que abandonou o Centro de Convivência, que vacila ao não se posicionar contra projetos de privatização da universidade (como o Fature-se) e os ataques são também do governo federal, que vem patrolando todos os direitos sociais, seja com a reforma da previdência, seja com cortes nas verbas da educação, cortes de bolsas do CNPQ, liberação de agrotóxicos e censura no INPE.
Esses são apenas alguns exemplos. E todo dia surgem ataques novos, pois isso faz parte de um projeto de precarização do trabalho e dos serviços públicos, respaldados por um aumento na repressão e na vigilância.
Mas se liguem: nós, estudantes-trabalhadores da UFSC, continuamos defendendo uma educação popular com democracia e ação direta. Entendendo que o momento exige solidariedade de classe para barrar os retrocessos e por isso dizemos novamente: a gente não tá só! Vem se organizar conosco, “pra não lutar só”! O limite a gente põe lutando!

Tags: APG-UFSCPós-graduação