Sobre a vacinação na pós-graduação

05/07/2021 18:14

Alguns estudantes entraram em contato com a APG com a demanda de conseguirem se vacinar contra COVID-19. São pós-graduandos que estão fazendo atividades presenciais na universidade e estudantes que precisam concluir suas bolsas sanduíches em outros países. Ao solicitar individualmente aos programas de Pós-Graduação e na Reitoria declaração para vacinação, entendendo que estudantes de pós-graduação se encaixam dentro dos critérios para vacina da área da educação, diversos estudantes vêm tendo suas solicitações negadas, enquanto alguns conseguem os documentos em suas coordenações. 

A partir disso, a APG colocou a questão da vacinação na pós-graduação como uma das pautas da reunião ordinária. Fomos surpreendidas com uma reunião com mais de 60 pessoas. Nela, diversos estudantes se manifestaram expondo sua opinião e foi debatido qual encaminhamento seria tirado.

A discussão girou um pouco em torno de como os critérios para vacinação tem sido extremamente problemáticos, para além da escassez de vacinas. Pois muitos trabalhadores envolvidos em atividades essenciais têm ficado em último lugar na fila das vacinas. Assim se ficou em dúvida sobre como se poderia lidar com a questão, pois uma vez que o critério de vacina foi liberado, não se deveriam adotar sub critérios subjetivos para dar conta ou não da problemática.

Estudantes também identificaram outras discrepâncias nos critérios que vêm sendo adotados, como a emissão de declaração para professores visitantes. Vários estudantes trouxeram relatos sobre outras universidades em que vêm sendo liberado declaração para permitir que bolsistas de pós-graduação sejam vacinados, como a FURB, a UDESC, UFRJ, UEL, UFJF, entre outras.

O encaminhamento ficou nos seguintes termos: verificar porque a reitoria não está liberando declaração de vacina para estudantes da pós, para saber como pressionar para que tenha vacina para todos os estudantes. Foi deliberado como primeiro passo para tal, o envio de um ofício à reitoria solicitando a emissão de declarações de vacinas para a Pós-Graduação.

Esse ofício foi enviado, contendo os principais argumentos discutidos na reunião e recebemos uma resposta negativa da reitoria, que argumenta que os pós-graduandos não estão incluídos nos critérios de Santa Catarina para vacinação. Desta forma, o assunto entrará novamente na pauta da reunião ordinária da APG, a ser realizada na quarta-feira, dia 7/7, às 12h. Convidamos todos e todas que quiserem fazer parte dessa discussão a comparecer.

Clique abaixo para acessar o ofício enviado pela APG e o ofício-resposta da reitoria:

Oficio_2021_07-_vacinacao_na_pos_(1)_assinado

OFICIO_N°_242.2021.GR_assinado

Debate: Por que devemos lutar pelo Fora Bolsonaro e pela pesquisa brasileira?

01/07/2021 19:03

A articulação por bolsas da Associação de Pós-Graduandos da UFSC convida a toda a universidade a acompanhar e participar da mesa de debate “Por que lutar pelo Fora Bolsonaro e pela pesquisa brasileira?”

Desde abril a APG-UFSC vem articulando reuniões amplas com a base para discutir a problemática das bolsas e do financiamento da pesquisa no Brasil. Essas reuniões têm demonstrado a necessidade de enfrentar essas questões com força e radicalidade. Por esse motivo, este evento foi pensado como forma de ampliar e aprofundar a discussão sobre fomento à pesquisa no Brasil, bem como massificar este debate com a universidade e a comunidade em geral. Desde quando começam os cortes no financiamento à pesquisa? Qual o papel de agências como a CAPES na gerência das universidades públicas? Qual a relação entre crise orçamentária e ensino remoto? Como as novas resoluções normativas apresentadas na última sessão do Conselho Universitário se relacionam com o debate da pesquisa no Brasil? Por que o enfrentamento ao governo Bolsonaro precisa ser também uma luta pela universidade e pelos recursos para as pesquisas?

Essas e outras questões serão tratadas por nossos convidados, Allan Kenji Seki (GIPE-MARX/UFSC) e Artur Gomes (UFRJ).

Lembramos que após a exposição dos participantes, algumas perguntas do público serão lidas. Por isso, participe! Leve seus questionamentos para este espaço!

Sobre os participantes

Artur Gomes: Licenciado em Educação Física e Mestre em Educação pela Universidade Federal de Santa Catarina. Fez intercâmbio acadêmico pelo programa escala estudantil da AUGM no ano de 2012 na Universidad de la Republica. Atuou como agente técnico pedagógico na Secretaria de Educação e Cultura do município de Balneário Rincão, exercendo a função de coordenador da equipe técnica de elaboração do Plano Municipal de Educação. Membro do Grupo de Investigação sobre Política Educacional (GIPE-Marx).

Allan Kenji: Possui graduação em Psicologia pela Universidade Federal de Santa Catarina (2011), mestrado em Educação pela Universidade Federal de Santa Catarina (2014) e doutorado em Educação pela Universidade Federal de Santa Catarina (2020). Atualmente é pesquisador do Grupo de Investigação sobre Política Educacional (GIPE-MARX). Tem experiência na área de Educação, com ênfase em Educação Superior, atuando principalmente nos seguintes temas: educação superior, política educacional, universidade, políticas públicas em educação e formação de professores.

O quê? Debate “Por que devemos lutar pelo Fora Bolsonaro e pela pesquisa brasileira?”

Quando? Terça-feira (06/07) às 18:30

Onde? Canal do youtube da APG/UFSC

Confirme sua presença no evento do Facebook e compartilhe no Instagram para ajudar a divulgar o debate!

Repasse reunião ordinária do dia 21 de Junho de 2021

01/07/2021 16:54

No dia 21 de Junho, ocorreu reunião ordinária da APG com dois assuntos de extrema relevância: mudanças nas resoluções 015 e 095 da Pós-Graduação e vacinação de pós-graduandos. Por isso, disponibilizamos um pequeno relato do debate e dos encaminhamentos realizados durante a reunião, para que toda a Pós-Graduação possa ter ciência das deliberações realizadas nesta importante reunião.

Os principais encaminhamentos sobre as duas pautas foram:

  • Resoluções Pós: pressão dos Conselheiros Universitários pelo adiamento da votação das resoluções e retorno das propostas para debate nos Programas.
  • Vacinação: verificação do porquê estão sendo liberadas declarações para apenas alguns estudantes de Pós-Graduação para vacinação e posicionamento pela liberação de declarações para toda a Pós, uma vez que o entendimento é de que os critérios da prefeitura abarcam estes estudantes.

Confira o relato mais completo da reunião clicando abaixo:

Relatoria Reunião Ordinária 21/06/21

Esses números te representam?

17/06/2020 19:30

Segunda-feira (15), a Universidade divulgou os resultados de um dos formulários que foi divulgado para a comunidade acadêmica. Apesar da alegação de representantes da Administração Central nos Subcomitês de Combate à Covid, de que seriam disponibilizados apenas os dados brutos, o que vimos foi algo muito diferente.

Foram divulgadas imagens tendenciosas, que destacam partes dos dados que parecem justificar o retorno de atividades remotas. Ainda pior foi usá-las para construir um “perfil médio” da estudante que tem todos os recursos e acesso necessários para retomar atividades remotas agora. O que precisamos para pensar políticas de ensino não é de um “perfil majoritário”, mas justamente o contrário, identificar as particularidades e dificuldades de setores que serão excluídos das atividades remotas.

Isso se torna mais absurdo quando o formulário foi respondido por apenas 58% das estudantes de pós-graduação. Se fosse uma amostra aleatória, naturalmente os dados poderiam ser extrapolados para formar esse perfil. Porém, a fatia de 58% de estudantes que responderam o questionário é exatamente aquela que tem maior acesso à internet, mais tempo livre, melhor condição de saúde, etc e conseguiu responder. Quem não tem internet em casa para responder o questionário simplesmente ficou impossibilitado de expressar sua impossibilidade!

Em reunião dos subcomitês, foi alegado que todas as estudantes indígenas e quilombolas puderam responder o questionário. Por conversa com outras estudantes, sabemos que isso é falso, pois muitas alegam não ter respondido e também não ter acesso à internet em suas aldeias ou quilombos. Ou seja, a exclusão mascarada pelo perfil criado pela Administração Central tem raça, tem classe e tem especificidades: são estudantes pobres, negros, indígenas, quilombolas, estudantes pais e mães, estudantes afetados pela Covid-19, que ficaram de fora do “perfil médio” criado!

Assim, convidamos todas e todos a refletir e a responder: Essa divulgação dos dados te representa? Ela representa nossa comunidade universitária? Ela é a melhor forma de embasar nossa discussão sobre os próximos passos das atividades? A APG UFSC considera que não.

Convidamos todas e todos a se reunirem, nas assembleias estudantis por PPG, junto às representações discentes, junto aos coletivos estudantis, em seus grupos de pesquisa para responder publicamente essas perguntas. Colocamos nosso site e redes sociais à disposição para divulgar as posições estudantis sobre que tipo de ensino queremos neste momento e que universidade sonhamos em meio a uma pandemia!

Tags: covidcovid-19EADensino remoto

Mais uma vitória das ações afirmativas: agora em sociologia e ciência política

12/06/2020 11:00

A nota abaixo foi publicada pela APG UFSC sem referência à demanda de estudantes com deficiência por ações afirmativas, que foram inclusive contempladas na decisão tomada dentro do PPGSP. A APG UFSC reconhece que a pauta dessa categoria não tem sido tratada nos textos e reuniões da entidade. Republicamos, agora, o texto com a inclusão de estudantes com deficiência e nos comprometemos a incluir sempre essa necessária reivindicação junto às políticas de ações afirmativas.

Além disso, a aprovação foi referente a um modelo de ações afirmativas, sem garantia por enquanto da adesão já nos próximos editais, ao contrário da impressão que a primeira versão do texto pode ter indicado.

No momento em que ocorrem no mundo todo protestos antirracistas, a APG-UFSC saúda a adoção de um modelo para a política de ações afirmativas no processo de seleção e de alocação de bolsas no Programa de Pós-Graduação em Sociologia e Ciência Política (PPGSP) da UFSC. Esperamos que ela seja implementada assim que possível nos próximos editais.

A decisão, tomada em reunião do colegiado do Programa por unanimidade, faz dele apenas o décimo-segundo na universidade a implementar ações afirmativas. Isto ainda é muito pouco, pois representa somente 14% dos 87 programas da instituição.

Tanto cada programa, localmente, quanto a Administração Central da UFSC deveriam ouvir os brados que ecoam no planeta e reconhecer a omissão histórica frente ao povo negro, assim como a estudantes com deficiência, indígenas, quilombolas, imigrantes, trans e travestis. Um projeto para incluir Ações Afirmativas em todos os programas está em discussão na Câmara de Pós-Graduação e precisa avançar, mas enquanto isso o debate também pode ser levado aos colegiados de todos os programas que ainda não se moveram. Assim como no caso do PPGSP, assembleias discentes podem embasar a atuação de representantes discentes nestes espaços.

Não se promove antirracismo apenas com palavras ou posturas intelectuais, mas com ações concretas. A APG-UFSC se coloca à disposição para ajudar estudantes na luta pelas ações afirmativas nos demais programas!

NSC e Notícias do Dia promovem uma campanha de difamação contra a UFSC

08/06/2020 16:04

Na quarta (03), um membro da APG recebeu pessoalmente mensagens da equipe do jornal Notícias do Dia (ND) solicitando a participação da entidade em uma matéria que trataria da “paralisação total” da UFSC. O contato foi feito buscando o depoimento de estudantes que estão “preocupados com o andar da carruagem”, “a falta de ensino online” e com “medo de perder o ano”. Ou seja, não procuravam saber qual era a opinião das(os) estudantes, buscavam somente aquelas que fortalecessem a narrativa sobre a universidade que já haviam decidido propagar.

Imediatamente respondemos que a universidade não está em paralisação total e que poderíamos falar sobre as importantes ações que a Universidade tem mantido em funcionamento, para além do ensino. Repassamos a síntese das posições que temos defendido nos Comitês da UFSC, mas ela não foi citada nas matérias do veículo. O ND não apenas não retratou a posição das entidades representativas, como abriu espaço em coluna para a opinião individual de um estudante ultra-conservador segundo o qual as(os) professoras(es) querem “férias fora de época”.

Argumentos como esse não são somente desrespeitosos com a comunidade universitária, mas com o povo catarinense em geral, pois, além de falaciosos, rebaixam uma discussão séria a um jogo medíocre e sensacionalista que só atrapalha a população, que quer e merece ter informações confiáveis para participar de forma adequada no debate público.

Ressaltamos aqui que a defesa de um debate democrático sobre as possibilidades das aulas remotas, uma análise adequada da situação atual das categorias estudantis, e a ponderação de todo o impacto negativo de exclusão e precarização da educação no modelo remoto emergencial, são reivindicações da APG UFSC, do DCE UFSC e de dezenas de Centros Acadêmicos, conforme divulgado na nota da campanha “Nenhum estudante fica para trás”.

A narrativa construída pelo ND, reforçada também por matérias da NSC (afiliada à Rede Globo), não representa o conjunto das(os) estudantes, mas representa muito bem o empresariado. Por exemplo, no mesmo dia do contato com a APG (03), saiu no site do ND a matéria “Entidades de classe voltam a criticar a paralisação das atividades na UFSC, que só é assinada por “Redação ND”. A “classe” a que se refere o título da matéria só pode ser a oligarquia empresarial de Santa Catarina. As “entidades” que nada mais são do que empresas que se organizam sob o nome de “Floripa Sustentável” compram espaço no debate público para defender seus lucros e seus projetos, vendendo seus interesses como a opinião de todos, forjando um falso consenso.

Não é a primeira nem a segunda matéria que ataca a Universidade e suas trabalhadoras veiculada na mídia empresarial catarinense durante a pandemia.

Nos últimos dois meses, a NSC e o ND disseram que “professores da pós-graduação da UFSC querem aulas a distância, mas reitoria não permite; que os “servidores ganham auxílios (…) pra ficar em casa; que a “universidade pública optou em ser mais um centro de cidadania do que um centro de excelência; que a universidade está ausente; que a universidade “não traça planos durante a pandemia; e ainda inventou o fake news de que as aulas retornariam na semana passada, sem nenhuma retratação.

Em várias delas, predominam pontos de vista do empresariado, sem relação direta com a Universidade. São poucas as matérias que abriram espaço para o contraditório e diversas delas chegaram a usar de mentiras e calúnias, como no caso do suposto retorno às aulas decidido para a semana passada ou dos auxílios que servidores estariam recebendo sem trabalhar. Uma verdadeira campanha contra a universidade pública, que atinge de forma similar com a Udesc.

Por isso, saudamos as iniciativas do DCE, Sintufsc e Apufsc em denunciar e criticar a postura que a mídia empresarial vem tomando em relação à UFSC. Apontamos, ainda, que desmentir e enfrentar essas narrativas é também uma tarefa da prória instituição, que precisa dialogar com toda a sociedade para mostrar que sua função social vai muito além das atividades de ensino.

Esses episódios só reforçam nossa compreensão e convicção de que a grande mídia tem seu lado e seu objetivo bem nítidos. Estes sempre estarão alinhados a quem lucra, aos patrões e elites catarinenses. Para esses setores, os serviços públicos serão sempre um problema, pois o que querem é privatizar ou de outro modo apropriar-se do patrimônio do povo. Precisamos, mais do que nunca, fomentar e disseminar nossos próprios veículos de mídia, com o ponto de vista da classe trabalhadora e do conjunto dos oprimidos.

Orientamos, também, que a comunidade acadêmica e a população em geral fiquem atentas às posições das entidades representativas, que divulgam seus posicionamentos através de suas páginas e redes sociais.

SERVIÇO PÚBLICO NÃO SE VENDE, SE DEFENDE!
VIVA AS MÍDIAS POPULARES!

Associação de Pós-Graduandas e Pós-Graduandos da UFSC
08 de junho de 2020

Tags: difamaçãomídiaNDNotícias do DiaNSCUdescUFSCuniversidade pública

LIVES APGs SUL

05/06/2020 19:20

As Associações de Pós-Graduação da região Sul (APG – UFSM, Associação de Pós-Graduandos da UEPG, Apg-UFPR, APG Ufcspa, Associação de Pós- Graduandos – UEM, APG – UFRGS, APG UFSC) organizaram conjuntamente um calendário de lives para estabelecer uma rede de fortalecimento e de organização dos(as) pós-graduandos(as) da região Sul.

As quatro lives propostas têm como intuito abordar as questões e dúvidas centrais que os(as) pós-graduandos(as) estão vivenciando no período da pandemia do Covid-19 no Brasil. Convidamos todos(as) os(as) pós-graduandos(as) para participarem das lives e dialogarem conosco sobre a situação da pós-graduação brasileira.

CONTAMOS COM A PRESENÇA DE VOCÊS!
EM DEFESA DA UNIVERSIDADE PÚBLICA, GRATUITA, DE QUALIDADE E SOCIALMENTE REFERENCIADA!

Tags: APGsarticulaçãonacionalsul

Novidades sobre prorrogação, qualificação e proficiência

02/06/2020 11:00

Por meio do ofício 301/2020, a Capes esclarece que “As bolsas em vigor durante o período de restrições relacionado à pandemia da Covid-19 poderão ter sua vigência prorrogada […] a qualquer tempo, desde que presentes as circunstâncias previstas no art. 4o da Portaria no 55, de 29 de abril de 2020, e que não tenham sido finalizadas”.

Já por meio do Ofício Circular Nº 25/2020, a PROPG prorroga “por noventa dias, contados a partir dos respectivos prazos finais, para realização dos exames de qualificação (mestrado e doutorado) e para apresentação do comprovante de proficiência em língua estrangeira“. Ressalta ainda que exames de qualificação poderão ser realizados por meio de videoconferências online.

A APG trabalha para que as/os pós-graduandas/os conheçam seus direitos. Em caso de descumprimento, entrem em contato conosco.

Verdade ou consequência: o que a APG defende frente à pandemia?

01/06/2020 00:24

Desde nossa participação na sessão de Câmara de Pós-Graduação do dia 27, temos recebido diversos questionamentos à posição da APG que não condizem com aquilo que defendemos e levamos como propostas na reunião. Infelizmente, as sessões da CPG não são transmitidas como as sessões do Conselho Universitário, o que permitiria que o conjunto da comunidade universitária acompanhasse as posições docentes e discentes apresentadas na ocasião. Sendo assim, trazemos aqui algumas respostas que sintetizam as posições que defendemos neste momento.

A APG defende o cancelamento do semestre?

Não, pois aparentemente essa medida teria consequências legais ruins para os/as estudantes, podendo afetar “colações de grau, pagamento de bolsas, apresentações de TCCs” já realizadas [1]. No entanto, entendemos a demanda por respostas em tempo oportuno, que permitam a estudantes e docentes se organizarem, planejarem suas vidas, para qualquer decisão que for tomada. Defendemos que não haja qualquer retorno sem aviso com prazo de antecedência razoável. Por isso, temos considerado que, antes de julho, no mínimo, não deve haver retorno e que toda a comunidade seja informada com prazos maiores [2].

A APG é contra EAD?

Não. A discussão que ocorreu na sessão da CPG não discutia a modalidade EAD, que tem regulamentação própria, mas a abertura para ensino remoto emergencial na pós-graduação da UFSC durante a pandemia.

O que a APG defendeu na reunião da Câmara de Pós-Graduação?

Propusemos pequenas alterações e defendemos um parecer que permitiria atividades remotas, mas desde que satisfeitas certas condições. Diante do terrível cenário pandêmico, que deve continuar ainda por vários meses, defendemos decisões de forma horizontal, junto à totalidade da comunidade acadêmica. Defendemos, assim, que seja realizado um levantamento amplo para discutir quaisquer estratégias de retorno de maneira responsável, prudente e inclusiva para todas e todos.

Não se trata de “ensino remoto” x “fazer nada”, mas de opor um ensino remoto às cegas e despreparado, que potencialmente aprofunda desigualdades e prejudica a vida de várias/os estudantes, e um que seja planejado de maneira respeitosa e cuidadosa. Uma vez que a pandemia ainda estará conosco por um longo tempo, não devemos nos pautar pela pressa, mas sim pelo cuidado com todos os sujeitos que constroem nossa universidade.

A decisão da CPG foi democrática?

Consideramos que não [3]. Apesar de já termos visto outras propostas anteriormente, a minuta tal como foi aprovada foi apresentada pela primeira vez na própria reunião, que ainda teve a pauta realizada em caráter de urgência. Por isso, mesmo pedindo vistas, tivemos que apresentar nosso parecer na mesma reunião. Os professores que construíram o parecer substituto já tinham os votos contados para aprovar sua versão e propuseram que ela fosse votada antes mesmo de apresentarmos nossas sugestões. O resultado disso é que a CPG aprovou um documento passando por cima das discussões em andamento no Comitê de Combate à Covid da UFSC.

A APG falou que a maioria das estudantes da pós-graduação são contrárias ao ensino remoto emergencial?

Não. Embora alguns programas tenham levantado internamente essa posição estudantil através de questionários, a maioria da pós-graduação ainda não teve local para expressar sua opinião. Acreditamos que isso deve acontecer, mas não antes que seja feito um bom levantamento das condições concretas de participação de nossa categoria em atividades remotas.

A APG tem um formulário para ouvir a posição das estudantes?

Sobre retorno de atividades remotas, ainda não. Fizemos já em março um levantamento das condições de permanência, motivados principalmente pelo impacto do fechamento do RU e dos cortes de bolsas Capes em nossas vidas. Com ele, demonstramos mais uma vez (com números) que é urgente termos políticas de permanência para a pós-graduação [4].

O que a APG propõe que a UFSC faça agora?

Sobre a decisão da CPG, propusemos que a minuta seja debatida no Conselho Universitário antes de ser publicada. No CUn do dia 29/05, o Reitor Ubaldo se comprometeu com esse pedido. Fora isso, temos insistido pela realização de um bom mapeamento das nossas condições estudantis em meio a essa pandemia para que sejam identificadas as limitações e problemas de possíveis atividades remotas, que precisam ser resolvidas antes de qualquer decisão final. Além disso, outras demandas estudantis têm sido levadas aos Conselhos e Comitês, como apresentamos aqui [2].

O que as estudantes podem fazer frente a essa situação?

É importante que a categoria da pós-graduação esteja cada vez mais organizada, seja junto à APG ou através das assembleias estudantis de cada programa, para acompanhar as decisões da Universidade, formular suas propostas e fazer valer os seus direitos. Em relação ao ensino remoto, especificamente, é fundamental que a gente consiga acompanhar e questionar em cada Colegiado tentativas de adesão de forma atropelada.

[1] https://twitter.com/UFSC/status/1265643706205560832

[2] https://apg.ufsc.br/2020/05/29/sobre-as-demandas-da-pos-graduacao-no-contexto-da-pandemia/

[3] https://apg.ufsc.br/2020/05/27/cpg-se-aproveita-da-pandemia-para-passar-a-boiada-do-ead/

[4] https://apg.ufsc.br/2020/04/01/a-situacao-de-estudantes-da-pos-ufsc-durante-o-isolamento-social/

Tags: covidcovid-19CPGEADensino remotopandemia
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