RODA DE CONVERSA DOS ESTUDANTES DE PÓS-GRADUAÇÃO DA UFSC

16/10/2021 14:26

Você sabia que na maioria das últimas sessões do Conselho Universitário (CUn), instância máxima de decisão da UFSC, foram para implementar reformas na pós-graduação? Ao invés de priorizar discussões sobre os cortes de orçamento na UFSC e nas bolsas dos pós-graduandos!
Além disso, essas reformas, que incluem a brecha para a possibilidade da instituição do modelo semipresencial na pós, vão afetar não só o seu programa, mas todos os programas de pós-graduação da UFSC nos próximos seis meses, que é o prazo para se adequar os regimentos internos à nova normativa.

E você sabia que o Cun analisará em breve a proposta da Câmara de Pós-Graduação sobre cobrança de mensalidades dos cursos de pós-graduação lato-sensu? Isso tudo em meio aos debates para eleições de reitoria!

Além desse contexto na UFSC, no início de outubro, as universidades sofreram um novo corte na educação de mais de 600 milhões, recurso destinado ao CNPq, oriundo do Fundo Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (FNDCT).
Frente a mais esse ataque, a Associação Nacional de Pós-Graduandos (ANPG) convocou para o dia 15 de outubro o Dia Nacional de Mobilização em Defesa da Ciência e para o dia 26 de outubro o Dia Nacional de Paralisação em Defesa da Ciência, a proposta da entidade nacional é agitar mobilizações junto a parlamentares e entidades científicas para reverter os cortes.
Em um momento de escassez de bolsas, é muito importante a comunidade científica estar atenta a essas pautas e a forma como a Universidade e a Pós-Graduação vem se transformando!

Para debater sobre esse cenário na UFSC, a Associação de Pós-Graduandos convida todos para uma RODA DE CONVERSA, onde debateremos sobre as questões dos cortes e o quanto isso vem alterando nosso cotidiano e nossa estrutura universitária, o ensino, a pesquisa e a extensão.

Chame seus colegas, seus representantes discentes nos colegiados e venha discutir com a APG as transformações da pós-graduação! Contamos com sua participação!

Quando: 25 de outubro
Horário: 18h
Onde: https://meet.google.com/kzp-drct-vyi

PEC 32: você sabe como ela irá impactar sua vida?

14/09/2021 16:16

Estudante de Pós-Graduação,

Você já conhece a Proposta de Emenda Constitucional 32? Sabe como ela pode impactar na sua vida enquanto cidadão que faz uso dos serviços públicos e estudante/pesquisador de uma universidade pública? 

A PEC 32 é referente à Reforma Administrativa e propõe alterar 27 trechos da Constituição e introduzir 87 novos, a fim de modificar profundamente a organização da administração pública, impactando na qualidade do serviço público oferecido ao povo brasileiro. Dentre as propostas de reforma estão: 

  • A retirada da estabilidade do futuro servidor que não pertencer a uma carreira considerada típica de Estado; o que é bastante grave, pois o servidor com estabilidade possui um dos instrumentos jurídicos necessários para  atuar com imparcialidade e com garantias de que seu cargo pode estar assegurado independente da gestão que ocupe o Estado; 
  • A não redução da alta disparidade salarial e de privilégios de um pequeno grupo de servidores, enquanto o grupo maior tem suas garantias básicas retiradas, principalmente aqueles que trabalham na base da pirâmide. Esse ponto deixa evidente que o projeto da Reforma não visa acabar com os ditos privilégios, mas sim, aumentar a distância entre os setores verdadeiramente privilegiados e os trabalhadores do serviço público;
  • A abertura de espaço para o fim do Regime Jurídico Único para os futuros servidores, ou seja, permite a criação de outras formas de contratação do servidor, possibilitando um progressivo esvaziamento e desvalorização das carreiras atuais;
  • A ampliação da contratação de temporários e aumento da terceirização no setor público. Os servidores públicos poderão ser transferidos para empresas ou organizações privadas. Poderão ocorrer fraudes ou esvaziamento no concurso público por conta das formas precárias de contratação. Este ponto demonstra como há uma tentativa de adentrar formas precárias de contratação para o interior do serviço público;
  • A atribuição ao presidente da república da total responsabilidade nos processos relativos às privatizações, ou seja, facilita as privatizações das grandes estatais brasileiras, pois deixa a cargo do presidente a decisão sobre a venda das empresas;
  • A contratação do servidor aprovado em concurso com vínculo de experiência por, no mínimo, um ano. O servidor poderá permanecer no cargo sem ser contratado efetivamente por muito tempo, sem garantias, visto que a PEC não estabelece o tempo máximo de experiência;
  • O acirramento da disputa entre candidatos aprovados em concurso público para que sejam efetivados.  

Essa é uma Reforma que irá impactar a forma de funcionamento dos serviços públicos, pois coloca servidores para competirem entre si, quebrando os já frágeis laços de solidariedade que existem entre trabalhadores hoje, em detrimento do zelo pela função pública. Esta, hoje, ainda goza de certa liberdade para realizar as suas atividades da forma que melhor se adeque à realidade de seus postos de trabalho. 

A mídia e o congresso taxam os direitos dos servidores públicos de privilégio, por que ainda há algumas condições minimamente dignas de trabalho destes, em meio à ampla deterioração e intensificação da exploração da força de trabalho da maioria da população brasileira. Contudo, isto não deveria fazer com que olhássemos para o lado, e víssemos os servidores como inimigos. O fato de que estes ainda possuem um pouco de resguardo deveria nos lembrar de lutar para que melhores condições sejam o patamar de igualdade para todos, e não piores. Os verdadeiros inimigos são aqueles que trabalham todos os dias para aumentar os níveis de exploração de todos os trabalhadores de nosso país. Aqueles que estão mais preocupados com negociatas no congresso, ou com a manutenção do poder à base da força, do que com o fato de que boa parte da população brasileira hoje não consegue mais se alimentar de forma adequada. Não nos esqueçamos que nossa população tem vivido cenas como aquelas de busca de doação de ossos em açougues para poder complementar sua alimentação. 

A responsabilidade por esta terrível situação do Brasil não é dos direitos dos servidores públicos. É de todos aqueles que, desde a reforma trabalhista e previdenciária, insistem no argumento de que essas reformas  trarão melhores condições de vida, enquanto abrimos mão de mais direitos. A população brasileira tem sentido na pele, todos os dias, qual de fato é a realidade que nos assola.

Por fim, é importante lembrar que para nós, pós-graduandos, que hoje estamos em uma formação para nos consolidarmos como futuros pesquisadores e/ou professores, a reforma administrativa intensifica um cenário desolador para o futuro. Hoje, muitos de nós já estamos nos mantendo a duras penas, com os cortes de bolsas e recursos para as universidades. Se hoje já nos vemos em um cenário difícil com a falta de concursos, que tipo de trabalho futuro estará em nosso horizonte com a total descaracterização da carreira pública?

A luta contra a PEC 32, é também uma luta pelo futuro da universidade e é uma luta que pertence a toda  sociedade brasileira. Está previsto que nessa semana a PEC entre em pauta no Congresso. O Sindicato dos Trabalhadores Técnicos Administrativos em Educação, o SINTUFSC e Sindicato dos Trabalhadores do Serviço Público Municipal, o SINTRASEM, enviaram trabalhadores a Brasília para participar das mobilizações contra essa PEC, que estão ocorrendo na capital. Em Florianópolis, está marcada a seguinte agenda de lutas contra a reforma:

 

Fiquemos atentas e atentos aos movimentos e atos em nossos locais de residência, para nos juntarmos a essa importante luta!

Tags: lutapec 32

Aula Magna “Contra a Universidade Fictícia: do ensino digital à privatização!”

30/08/2021 19:25

Em um momento onde vivenciamos o ensino remoto e a crise orçamentária nas universidades, nossa forma de experienciar o cotidiano é cada vez mais precária e isolada nessas instituições por conta das adaptações curriculares, conteúdos enxugados, falta de estrutura material da própria universidade, entre outros problemas que poderiam ser apontados. Enquanto vemos as possibilidades cada vez mais estreitas, uma série de reformas passam na UFSC e em outras IES alterando o sentido da educação com um horizonte de aprofundamento deste modelo remoto nas reformas curriculares.

As reformas que têm passado pelo Conselho Universitário (Cun) da UFSC, instância máxima de debate e deliberação da universidade, tem sido tratadas por grande parte dos conselheiros como “ajustes técnicos” ou “adequações necessárias”, com discussões atropeladas e seu teor político esvaziado quando as reformas não estão sendo tratadas enquanto pertencentes à um projeto político maior de desmonte da universidade.

Nesse contexto, o movimento estudantil é chamado a se posicionar.

A fim de dar um primeiro passo em direção à reflexão do que significam estas mudanças e qual universidade queremos construir, a Associação de Pós-Graduandos da UFSC (APG UFSC), em parceria com o Centro Acadêmico Livre de Arquitetura (CALA), o Centro Acadêmico Livre de Psicologia (CALPsi), o Centro Acadêmico de Museologia (CAMUS) e o Centro Acadêmico de Biologia (CABio) promovem a Aula Magna “Contra a Universidade Fictícia: do ensino digital à privatização!”, com a presença da Professora Carolina Catini e do Professor Lalo Watanabe Minto.

Centros Acadêmicos se manifestam em solidariedade à APG

16/08/2021 10:34

Os centros acadêmicos de Psicologia e Arquitetura lançaram uma carta em solidariedade à tentativa de intimidação à APG que ocorreu na reunião de 05 de Agosto de 2021 na Câmara de Pós-Graduação. Confira a carta na íntegra abaixo:

Carta de solidariedade à APG

No dia 05/08 (quinta-feira), em reunião da Câmara de Pós-Graduação (CPG) da UFSC, a entidade da Associação de Pós-graduandos (APG) recebeu ameaças de Processo Administrativo Disciplinar (PAD) e foi constrangida durante a sessão por diversos conselheiros presentes. O fato aconteceu 48 horas após a última reunião do Conselho Universitário (CUn) do dia 03 de agosto de 2021, na qual a APG apresentou parecer de vistas pedindo mais debate junto aos programas sobre a proposta de reforma na Pós-Graduação, encaminhada pela Reitoria na figura da CPG. Além de ameaça de processo disciplinar, membros da Câmara acusaram a entidade de promover fake news e a Pró-Reitora de Pós-Graduação, que é quem preside as reuniões da CPG, fez a proposta de encaminhar ao Conselho Universitário um ofício de desagravo aos membros da APG.

Os membros da CPG alegaram que a entidade estaria fazendo mau uso da função pública, sem “respeitar” ou ser “responsável” com as regras democráticas das instâncias superiores da UFSC. Afirmaram que estariam sendo espalhadas inverdades no site da universidade sobre a questão da condução do processo de ampliação do debate da Resolução Normativa 095/2017. Com tais acusações, alguns membros pediram para que a APG sofresse consequências por suas condutas, que seria necessária uma apuração pela corregedoria da universidade e a possibilidade de Processo Administrativo Disciplinar (PAD) contra as estudantes.

Esse posicionamento visava distorcer a política da APG e tratar as divergências políticas como se fossem um despreparo, jogando ao lado dos estudantes os equívocos por não conhecerem  as “regras do jogo democrático”. Essa foi a postura da pró-reitoria. Foi repetido nesta sessão da CPG o que vimos acontecer na sessão do Conselho Universitário nesta terça-feira: o apagamento das questões políticas pautadas pelos representantes da APG, tratando as alterações como uma simples adequação técnica.

A ofensa se estendeu aos diretores e professores que votaram favoráveis ao parecer apresentado pela APG no Conselho Universitário, quando reduziram a divergência com a reitoria à incompreensão. As críticas apresentadas às mudanças da RN95 e o que a APG avaliou como insuficiência de debates junto à comunidade universitária e científica foram distorcidas como se fossem críticas pessoais aos membros ou à própria Câmara de Pós-Graduação, e a qualidade ou seriedade de seu trabalho. Nada mais falso, uma vez que a própria parecerista e membra da APG ressaltou o quão bem sucedido estava sendo o trabalho em adequar a PG da UFSC à nova política do Ministério da Educação (MEC), adiantando reformas propostas pelo recém lançado projeto do Reuni Digital.

O ponto central para a entidade era demonstrar o quão grave são essas alterações, atentar a instância máxima da UFSC de que ainda há autonomia universitária frente a esses projetos do MEC e que poderíamos optar por não realizar essas mudanças ou ter mais tempo para a discussão das questões que são polêmicas, para ter mais segurança em alterações que atingirão todos os programas e seus regimentos internos. Entretanto, nas falas de alguns dos membros da CPG, apresentar posições divergentes não é algo positivo para a instituição universitária.

Por fim, os membros da CPG favoráveis às alterações da RN 95 ameaçaram os que discordavam deles com o código penal, acusando de serem inverdades as falas realizadas no Conselho Universitário (CUn) e os textos produzidos pela APG sobre as resoluções normativas. A pró-reitora orientou os demais a salvar prints dos materiais escritos pela entidade para “tomar medidas cabíveis”. Além de argumentarem que os membros das instâncias deveriam receber um curso de capacitação para poderem participar de órgãos colegiados para participar de decisões importantes. Por fim, foi feita uma comissão de esclarecimento quanto ao trabalho realizado pela Câmara de Pós-Graduação, mas também foi falado em “apurar”, registrar e dar prosseguimento aos encaminhamentos propostos tanto pela pró-reitoria quanto pelos demais membros.

Os Centros Acadêmicos (CAs), estudantes e outras entidades estudantis que aqui assinam endossam o posicionamento dos estudantes de pós-graduação: não recuaremos um passo na luta e não nos submeteremos à política da reitoria de destruição da universidade! Nos solidarizamos às estudantes que sofreram essas ameaças políticas e nos colocamos lado a lado na resistência contra os ataques que a universidade vem sofrendo, bem como na construção de uma universidade aliada a transformação social.

Enquanto estudantes dessa instituição, estamos fartos de não estar a par do que vem sendo discutido nas instâncias da UFSC sobre alterações significativas em nossa instituição e formação. Somos constantemente “surpreendidos” com resoluções e minutas quando estas chegam para “consulta pública” ou no CUn já para serem aprovadas. Essas discussões precisam ser publicizadas, amplas e discutidas de forma honesta pela reitoria, a qual vem tentando esconder o seu projeto de universidade por trás de burocracias, comissões, e reuniões fechadas de outras instâncias.

 O que aconteceu na última reunião da CPG é um completo absurdo e não pode se repetir, demonstrando o quanto as reuniões online têm dificultado o terreno das lutas. Também explicita o quanto a APG estava certa em apresentar que os debates, quando limitados àquela câmara, não dão conta de esgotar os temas e que é necessário sair das instâncias burocráticas para debater com os demais integrantes da nossa universidade. Por fim, nos deixa com a seguinte indagação: por que as reuniões de outros órgãos não são transmitidas ao vivo como as do CUn?

Assinam esta Carta:

Centro Acadêmico Livre de Psicologia – CALPsi

Centro Acadêmico Livre de Arquitetura – CALA

*Aqueles que quiserem assinar a carta, é só entrar em contato com os CAs que a compuseram inicialmente para adicionarmos!

Sobre a vacinação na pós-graduação

05/07/2021 18:14

Alguns estudantes entraram em contato com a APG com a demanda de conseguirem se vacinar contra COVID-19. São pós-graduandos que estão fazendo atividades presenciais na universidade e estudantes que precisam concluir suas bolsas sanduíches em outros países. Ao solicitar individualmente aos programas de Pós-Graduação e na Reitoria declaração para vacinação, entendendo que estudantes de pós-graduação se encaixam dentro dos critérios para vacina da área da educação, diversos estudantes vêm tendo suas solicitações negadas, enquanto alguns conseguem os documentos em suas coordenações. 

A partir disso, a APG colocou a questão da vacinação na pós-graduação como uma das pautas da reunião ordinária. Fomos surpreendidas com uma reunião com mais de 60 pessoas. Nela, diversos estudantes se manifestaram expondo sua opinião e foi debatido qual encaminhamento seria tirado.

A discussão girou um pouco em torno de como os critérios para vacinação tem sido extremamente problemáticos, para além da escassez de vacinas. Pois muitos trabalhadores envolvidos em atividades essenciais têm ficado em último lugar na fila das vacinas. Assim se ficou em dúvida sobre como se poderia lidar com a questão, pois uma vez que o critério de vacina foi liberado, não se deveriam adotar sub critérios subjetivos para dar conta ou não da problemática.

Estudantes também identificaram outras discrepâncias nos critérios que vêm sendo adotados, como a emissão de declaração para professores visitantes. Vários estudantes trouxeram relatos sobre outras universidades em que vêm sendo liberado declaração para permitir que bolsistas de pós-graduação sejam vacinados, como a FURB, a UDESC, UFRJ, UEL, UFJF, entre outras.

O encaminhamento ficou nos seguintes termos: verificar porque a reitoria não está liberando declaração de vacina para estudantes da pós, para saber como pressionar para que tenha vacina para todos os estudantes. Foi deliberado como primeiro passo para tal, o envio de um ofício à reitoria solicitando a emissão de declarações de vacinas para a Pós-Graduação.

Esse ofício foi enviado, contendo os principais argumentos discutidos na reunião e recebemos uma resposta negativa da reitoria, que argumenta que os pós-graduandos não estão incluídos nos critérios de Santa Catarina para vacinação. Desta forma, o assunto entrará novamente na pauta da reunião ordinária da APG, a ser realizada na quarta-feira, dia 7/7, às 12h. Convidamos todos e todas que quiserem fazer parte dessa discussão a comparecer.

Clique abaixo para acessar o ofício enviado pela APG e o ofício-resposta da reitoria:

Oficio_2021_07-_vacinacao_na_pos_(1)_assinado

OFICIO_N°_242.2021.GR_assinado

Debate: Por que devemos lutar pelo Fora Bolsonaro e pela pesquisa brasileira?

01/07/2021 19:03

A articulação por bolsas da Associação de Pós-Graduandos da UFSC convida a toda a universidade a acompanhar e participar da mesa de debate “Por que lutar pelo Fora Bolsonaro e pela pesquisa brasileira?”

Desde abril a APG-UFSC vem articulando reuniões amplas com a base para discutir a problemática das bolsas e do financiamento da pesquisa no Brasil. Essas reuniões têm demonstrado a necessidade de enfrentar essas questões com força e radicalidade. Por esse motivo, este evento foi pensado como forma de ampliar e aprofundar a discussão sobre fomento à pesquisa no Brasil, bem como massificar este debate com a universidade e a comunidade em geral. Desde quando começam os cortes no financiamento à pesquisa? Qual o papel de agências como a CAPES na gerência das universidades públicas? Qual a relação entre crise orçamentária e ensino remoto? Como as novas resoluções normativas apresentadas na última sessão do Conselho Universitário se relacionam com o debate da pesquisa no Brasil? Por que o enfrentamento ao governo Bolsonaro precisa ser também uma luta pela universidade e pelos recursos para as pesquisas?

Essas e outras questões serão tratadas por nossos convidados, Allan Kenji Seki (GIPE-MARX/UFSC) e Artur Gomes (UFRJ).

Lembramos que após a exposição dos participantes, algumas perguntas do público serão lidas. Por isso, participe! Leve seus questionamentos para este espaço!

Sobre os participantes

Artur Gomes: Licenciado em Educação Física e Mestre em Educação pela Universidade Federal de Santa Catarina. Fez intercâmbio acadêmico pelo programa escala estudantil da AUGM no ano de 2012 na Universidad de la Republica. Atuou como agente técnico pedagógico na Secretaria de Educação e Cultura do município de Balneário Rincão, exercendo a função de coordenador da equipe técnica de elaboração do Plano Municipal de Educação. Membro do Grupo de Investigação sobre Política Educacional (GIPE-Marx).

Allan Kenji: Possui graduação em Psicologia pela Universidade Federal de Santa Catarina (2011), mestrado em Educação pela Universidade Federal de Santa Catarina (2014) e doutorado em Educação pela Universidade Federal de Santa Catarina (2020). Atualmente é pesquisador do Grupo de Investigação sobre Política Educacional (GIPE-MARX). Tem experiência na área de Educação, com ênfase em Educação Superior, atuando principalmente nos seguintes temas: educação superior, política educacional, universidade, políticas públicas em educação e formação de professores.

O quê? Debate “Por que devemos lutar pelo Fora Bolsonaro e pela pesquisa brasileira?”

Quando? Terça-feira (06/07) às 18:30

Onde? Canal do youtube da APG/UFSC

Confirme sua presença no evento do Facebook e compartilhe no Instagram para ajudar a divulgar o debate!

Repasse reunião ordinária do dia 21 de Junho de 2021

01/07/2021 16:54

No dia 21 de Junho, ocorreu reunião ordinária da APG com dois assuntos de extrema relevância: mudanças nas resoluções 015 e 095 da Pós-Graduação e vacinação de pós-graduandos. Por isso, disponibilizamos um pequeno relato do debate e dos encaminhamentos realizados durante a reunião, para que toda a Pós-Graduação possa ter ciência das deliberações realizadas nesta importante reunião.

Os principais encaminhamentos sobre as duas pautas foram:

  • Resoluções Pós: pressão dos Conselheiros Universitários pelo adiamento da votação das resoluções e retorno das propostas para debate nos Programas.
  • Vacinação: verificação do porquê estão sendo liberadas declarações para apenas alguns estudantes de Pós-Graduação para vacinação e posicionamento pela liberação de declarações para toda a Pós, uma vez que o entendimento é de que os critérios da prefeitura abarcam estes estudantes.

Confira o relato mais completo da reunião clicando abaixo:

Relatoria Reunião Ordinária 21/06/21

Esses números te representam?

17/06/2020 19:30

Segunda-feira (15), a Universidade divulgou os resultados de um dos formulários que foi divulgado para a comunidade acadêmica. Apesar da alegação de representantes da Administração Central nos Subcomitês de Combate à Covid, de que seriam disponibilizados apenas os dados brutos, o que vimos foi algo muito diferente.

Foram divulgadas imagens tendenciosas, que destacam partes dos dados que parecem justificar o retorno de atividades remotas. Ainda pior foi usá-las para construir um “perfil médio” da estudante que tem todos os recursos e acesso necessários para retomar atividades remotas agora. O que precisamos para pensar políticas de ensino não é de um “perfil majoritário”, mas justamente o contrário, identificar as particularidades e dificuldades de setores que serão excluídos das atividades remotas.

Isso se torna mais absurdo quando o formulário foi respondido por apenas 58% das estudantes de pós-graduação. Se fosse uma amostra aleatória, naturalmente os dados poderiam ser extrapolados para formar esse perfil. Porém, a fatia de 58% de estudantes que responderam o questionário é exatamente aquela que tem maior acesso à internet, mais tempo livre, melhor condição de saúde, etc e conseguiu responder. Quem não tem internet em casa para responder o questionário simplesmente ficou impossibilitado de expressar sua impossibilidade!

Em reunião dos subcomitês, foi alegado que todas as estudantes indígenas e quilombolas puderam responder o questionário. Por conversa com outras estudantes, sabemos que isso é falso, pois muitas alegam não ter respondido e também não ter acesso à internet em suas aldeias ou quilombos. Ou seja, a exclusão mascarada pelo perfil criado pela Administração Central tem raça, tem classe e tem especificidades: são estudantes pobres, negros, indígenas, quilombolas, estudantes pais e mães, estudantes afetados pela Covid-19, que ficaram de fora do “perfil médio” criado!

Assim, convidamos todas e todos a refletir e a responder: Essa divulgação dos dados te representa? Ela representa nossa comunidade universitária? Ela é a melhor forma de embasar nossa discussão sobre os próximos passos das atividades? A APG UFSC considera que não.

Convidamos todas e todos a se reunirem, nas assembleias estudantis por PPG, junto às representações discentes, junto aos coletivos estudantis, em seus grupos de pesquisa para responder publicamente essas perguntas. Colocamos nosso site e redes sociais à disposição para divulgar as posições estudantis sobre que tipo de ensino queremos neste momento e que universidade sonhamos em meio a uma pandemia!

Tags: covidcovid-19EADensino remoto

Mais uma vitória das ações afirmativas: agora em sociologia e ciência política

12/06/2020 11:00

A nota abaixo foi publicada pela APG UFSC sem referência à demanda de estudantes com deficiência por ações afirmativas, que foram inclusive contempladas na decisão tomada dentro do PPGSP. A APG UFSC reconhece que a pauta dessa categoria não tem sido tratada nos textos e reuniões da entidade. Republicamos, agora, o texto com a inclusão de estudantes com deficiência e nos comprometemos a incluir sempre essa necessária reivindicação junto às políticas de ações afirmativas.

Além disso, a aprovação foi referente a um modelo de ações afirmativas, sem garantia por enquanto da adesão já nos próximos editais, ao contrário da impressão que a primeira versão do texto pode ter indicado.

No momento em que ocorrem no mundo todo protestos antirracistas, a APG-UFSC saúda a adoção de um modelo para a política de ações afirmativas no processo de seleção e de alocação de bolsas no Programa de Pós-Graduação em Sociologia e Ciência Política (PPGSP) da UFSC. Esperamos que ela seja implementada assim que possível nos próximos editais.

A decisão, tomada em reunião do colegiado do Programa por unanimidade, faz dele apenas o décimo-segundo na universidade a implementar ações afirmativas. Isto ainda é muito pouco, pois representa somente 14% dos 87 programas da instituição.

Tanto cada programa, localmente, quanto a Administração Central da UFSC deveriam ouvir os brados que ecoam no planeta e reconhecer a omissão histórica frente ao povo negro, assim como a estudantes com deficiência, indígenas, quilombolas, imigrantes, trans e travestis. Um projeto para incluir Ações Afirmativas em todos os programas está em discussão na Câmara de Pós-Graduação e precisa avançar, mas enquanto isso o debate também pode ser levado aos colegiados de todos os programas que ainda não se moveram. Assim como no caso do PPGSP, assembleias discentes podem embasar a atuação de representantes discentes nestes espaços.

Não se promove antirracismo apenas com palavras ou posturas intelectuais, mas com ações concretas. A APG-UFSC se coloca à disposição para ajudar estudantes na luta pelas ações afirmativas nos demais programas!

NSC e Notícias do Dia promovem uma campanha de difamação contra a UFSC

08/06/2020 16:04

Na quarta (03), um membro da APG recebeu pessoalmente mensagens da equipe do jornal Notícias do Dia (ND) solicitando a participação da entidade em uma matéria que trataria da “paralisação total” da UFSC. O contato foi feito buscando o depoimento de estudantes que estão “preocupados com o andar da carruagem”, “a falta de ensino online” e com “medo de perder o ano”. Ou seja, não procuravam saber qual era a opinião das(os) estudantes, buscavam somente aquelas que fortalecessem a narrativa sobre a universidade que já haviam decidido propagar.

Imediatamente respondemos que a universidade não está em paralisação total e que poderíamos falar sobre as importantes ações que a Universidade tem mantido em funcionamento, para além do ensino. Repassamos a síntese das posições que temos defendido nos Comitês da UFSC, mas ela não foi citada nas matérias do veículo. O ND não apenas não retratou a posição das entidades representativas, como abriu espaço em coluna para a opinião individual de um estudante ultra-conservador segundo o qual as(os) professoras(es) querem “férias fora de época”.

Argumentos como esse não são somente desrespeitosos com a comunidade universitária, mas com o povo catarinense em geral, pois, além de falaciosos, rebaixam uma discussão séria a um jogo medíocre e sensacionalista que só atrapalha a população, que quer e merece ter informações confiáveis para participar de forma adequada no debate público.

Ressaltamos aqui que a defesa de um debate democrático sobre as possibilidades das aulas remotas, uma análise adequada da situação atual das categorias estudantis, e a ponderação de todo o impacto negativo de exclusão e precarização da educação no modelo remoto emergencial, são reivindicações da APG UFSC, do DCE UFSC e de dezenas de Centros Acadêmicos, conforme divulgado na nota da campanha “Nenhum estudante fica para trás”.

A narrativa construída pelo ND, reforçada também por matérias da NSC (afiliada à Rede Globo), não representa o conjunto das(os) estudantes, mas representa muito bem o empresariado. Por exemplo, no mesmo dia do contato com a APG (03), saiu no site do ND a matéria “Entidades de classe voltam a criticar a paralisação das atividades na UFSC, que só é assinada por “Redação ND”. A “classe” a que se refere o título da matéria só pode ser a oligarquia empresarial de Santa Catarina. As “entidades” que nada mais são do que empresas que se organizam sob o nome de “Floripa Sustentável” compram espaço no debate público para defender seus lucros e seus projetos, vendendo seus interesses como a opinião de todos, forjando um falso consenso.

Não é a primeira nem a segunda matéria que ataca a Universidade e suas trabalhadoras veiculada na mídia empresarial catarinense durante a pandemia.

Nos últimos dois meses, a NSC e o ND disseram que “professores da pós-graduação da UFSC querem aulas a distância, mas reitoria não permite; que os “servidores ganham auxílios (…) pra ficar em casa; que a “universidade pública optou em ser mais um centro de cidadania do que um centro de excelência; que a universidade está ausente; que a universidade “não traça planos durante a pandemia; e ainda inventou o fake news de que as aulas retornariam na semana passada, sem nenhuma retratação.

Em várias delas, predominam pontos de vista do empresariado, sem relação direta com a Universidade. São poucas as matérias que abriram espaço para o contraditório e diversas delas chegaram a usar de mentiras e calúnias, como no caso do suposto retorno às aulas decidido para a semana passada ou dos auxílios que servidores estariam recebendo sem trabalhar. Uma verdadeira campanha contra a universidade pública, que atinge de forma similar com a Udesc.

Por isso, saudamos as iniciativas do DCE, Sintufsc e Apufsc em denunciar e criticar a postura que a mídia empresarial vem tomando em relação à UFSC. Apontamos, ainda, que desmentir e enfrentar essas narrativas é também uma tarefa da prória instituição, que precisa dialogar com toda a sociedade para mostrar que sua função social vai muito além das atividades de ensino.

Esses episódios só reforçam nossa compreensão e convicção de que a grande mídia tem seu lado e seu objetivo bem nítidos. Estes sempre estarão alinhados a quem lucra, aos patrões e elites catarinenses. Para esses setores, os serviços públicos serão sempre um problema, pois o que querem é privatizar ou de outro modo apropriar-se do patrimônio do povo. Precisamos, mais do que nunca, fomentar e disseminar nossos próprios veículos de mídia, com o ponto de vista da classe trabalhadora e do conjunto dos oprimidos.

Orientamos, também, que a comunidade acadêmica e a população em geral fiquem atentas às posições das entidades representativas, que divulgam seus posicionamentos através de suas páginas e redes sociais.

SERVIÇO PÚBLICO NÃO SE VENDE, SE DEFENDE!
VIVA AS MÍDIAS POPULARES!

Associação de Pós-Graduandas e Pós-Graduandos da UFSC
08 de junho de 2020

Tags: difamaçãomídiaNDNotícias do DiaNSCUdescUFSCuniversidade pública
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