Associação de Pós-Graduandos da UFSC
  • 8 de agosto, às 12h no Centro de Convivência: Assembleia da Pós-Graduação

    Publicado em 07/08/2019 às 13:09

    FUTURE-SE: SUCATEIA-SE, DESMONTA-SE, LUCRA-SE!

    No último mês, o governo Bolsonaro lançou mais uma das suas investidas contra a universidade pública: o Future-se. Um programa cujo objetivo central é justamente privar a classe trabalhadora de um futuro na educação, colocando as universidades inteiramente a serviço do mercado e da burguesia. Esse projeto é mais uma parte da guerra de classes que está colocada contra o povo, onde o governo se mostra completamente submisso à classe dominante e aos interesses imperalistas.

    Em um país marcado por estruturas de desigualdade, a universidade pública foi sucateada em um processo de destruição por governos que investiram, por todas as últimas décadas, a maior parte do dinheiro público nos grandes monopólios de educação e instituições privadas. No caso do Future-se, o nome bonito, a inspiração em modelos estrangeiros e a propaganda são mecanismos para esconder um projeto com fins privatistas, que visa transformar nossa educação e produção de conhecimento em lucro de curto prazo.

    Com esse programa, a Pós-Graduação se defronta com um ataque direto à sua existência como conhecemos. Mais cortes de bolsas, pagamento de mensalidades e o desmonte do sistema público da pós no Brasil. Se hoje enfrentamos o sucateamento das nossas condições de pesquisa, o Future-se ampliará o problema, condicionando (ainda mais) nossas pesquisas a interesses privados e limitando (ainda mais!) o acesso à pós-graduação.

    O Future-se é a cara do governo Bolsonaro. O Future-se é a Reforma Universitária, que assim como a Reforma da Previdência e a Reforma Tributária que já está a caminho, vem para aprofundar a miséria e a super-exploração da classe trabalhadora. É momento de avançar em radicalidade e luta contra o inimigo, que não hesita em destruir nossas possibilidades de futuro para lucrar com elas. É apenas com a luta junto a toda a classe trabalhadora, da qual nós, estudantes, também somos parte, que temos a chance de construir uma saída real para esse caos. Construir o enfrentamento a esses ataques e, também, um horizonte comum de educação pública e popular, a universidade necessária com a cara e os anseios de nosso povo.

    Só a luta muda a vida!

    Assim a APG convida todos os pós-graduandos e pós-graduandas para a ASSEMBLEIA DA PÓS-GRADUAÇÃO

    Dia: 08/08
    Horário: 12h
    Local: Hall do Centro de Convivência


  • O Restaurante Universitário na UFSC não deveria estar com os dias contados!

    Publicado em 12/07/2019 às 17:34

    Há anos que o restaurante universitário vem sendo sucateado assim como toda a Universidade Pública. Esse processo ao qual o RU está exposto faz parte de um projeto de sucatear para privatizar que hoje vigora nos planos federais. Nesse processo, se desconsidera a importância do restaurante universitário para a permanência estudantil e para a vida dos estudantes no todo, dentro da universidade. O abandono do restaurante universitário é expressão de uma universidade que está sob risco de destruição e desmantelamento.

    Embora tenha muitos problemas, o RU ainda é responsável por servir próximo de 10 mil refeições por dia, garantindo a alimentação principalmente daqueles que não podem pagar por alimentos adquiridos em outros locais, sejam restaurantes ou mesmo mercados e feiras.

    A pós-graduação também precisa do Restaurante Universitário. Embora seja paga uma bolsa, o valor desse pagamento não é reajustado há 6 anos e está longe de ser suficiente para garantir a subsistência de estudantes em uma capital. Pós-graduandos passam seus dias inteiros dedicados as atividades de sua pesquisa, não tendo tempo para trabalhar externamente, e precisam se virar em uma das cidades mais caras do país, com esse valor completamente defasado e incondizente com a formação desses profissionais.

    Ainda pior é a situação das pessoas de baixa renda, que já sofrem com a falta das políticas de permanência, e que sem o RU irão, literalmente, passar fome.

    A reitoria da UFSC não parece estar muito preocupada com isso, pois permanece inerte perante os cortes de verbas e ataques a universidade pública! Recentemente foi afirmado, pelo chefe de gabinete da reitoria, que a universidade não dispensa, com a continuidade dos cortes, restringir o acesso ao RU, diminuindo o número de refeições servidas. Os primeiros afetados seriam os servidores da universidade, mas também menciona restrições a parcela de estudantes, os quais possivelmente seriam os estudantes de pós, pois julga-se que a bolsa paga seria suficiente para garantir a alimentação, o que está longe de ser a realidade.

    Não bastando essa conivência com os cortes de verbas, a diretoria do RU postou ontem uma nota vergonhosa, pedindo que as pessoas evitem de comer no RU nas férias, para que ele possa continuar funcionando no próximo semestre. No caso da pós-graduação, férias não existem, e a maioria dos alunos e alunas estão aqui durante o mês inteiro de Julho, precisando almoçar e jantar para se manterem aptos a realizar suas atividades. Além disso, o pedido apela para uma culpabilização daqueles que forem comer como se estes viessem a ser responsáveis pelo possível não funcionamento do RU nesse segundo semestre.

    É inaceitável que a reitoria trate a alimentação como algo dispensável, e permaneça imóvel perante os cortes de verbas que colocam em risco o funcionamento da universidade e a permanência dos estudantes que dependem do RU para terem o que comer.

    A Associação de Pós-Graduandos da UFSC, comprometida contra os cortes na educação e os planos de privatização da Universidade Pública, denuncia os cortes no acesso ao Restaurante Universitário e se solidariza com os demais campi que estarão sem seu funcionamento durante essas férias de julho. A alimentação não é algo que pode ser rifada a bel prazer da burocracia, e embora seja prática comum em uma sociedade capitalista manter as pessoas na fome para lucrar com essa miséria, é justamente contra esse processo de empobrecimento que os cortes e reformas impostas nos trazem e que agora nos afetam na pele com as ameaças contra o restaurante universitário, que nos posicionamos contra e na resistência necessária. Rechaçamos o silêncio da direção central da universidade e exigimos respostas em relação a essa ameaça a permanência dos estudantes.

    POR UMA UNIVERSIDADE 100% PÚBLICA E POPULAR!


  • Mais um semestre de luta que chega ao fim

    Publicado em 09/07/2019 às 14:32

    Desde o início da gestão PRA NÃO LUTAR SÓ, da APG UFSC, estivemos concentradas na luta por uma educação 100% pública, gratuita e socialmente referenciada. Isso quer dizer que não baixamos a cabeça em nenhum momento para o projeto evidente de desmonte da universidade, praticado pelo governo federal e tantas vezes viabilizado pela administração central da UFSC.

    Estivemos firmes na luta contra a privatiação da educação, que começa com a proposta de cobrança de mensalidade na pós-graduação lato sensu, atualmente tramitando no Conselho Universitário. Pautamos as ações afirmativas para todos os programas de pós. Defendemos que o Centro de Convivência seja utilizado integralmente pelas estudantes. Realizamos assembleias lotadas com estudantes da pós e incentivamos sempre a organização pela base. Ajudamos a compor ativamente a Comissão Unificada da UFSC para organizar as lutas contra os cortes de verbas e contra a reforma da previdência, além de construir junto o UFSC na Praça. Pudemos perceber que nossas ações tiveram forte adesão, tanto de estudantes de pós quanto de estudantes da graduação que não reconhecem no DCE uma entidade mobilizadora. Nossas posições políticas não são segredo para ninguém: durante todo o tempo fizemos ampla divulgação de nossas ideias e atividades, tanto em redes sociais quanto no Boletim da Educação que enviamos periodicamente para todas as estudantes de pós da UFSC.

    Esses dias fizemos uma grande festa junina e agora é tempo de frio e férias. Mas será mesmo?

    Estudantes de pós costumam dizer, e mais ainda ouvir, que não têm férias. E, de certa forma, é verdade. Temos teses e dissertações para escrever, estágios para preparar, experimentos para realizar (e por isso lutamos contra o fechamento do RU nas férias!). Mas neste ano não teremos férias também porque o governo federal elegeu a educação pública como sua inimiga preferida. E nós, estudantes que ocupamos esse espaço de estudo e luta chamado Universidade Pública, não podemos simplesmente tirar o pé. Assim, seguimos as próximas semanas sem reuniões, para que possamos começar um novo semestre logo mais, com novas encontros para dar continuidade às nossas lutas!

    No segundo semestre de 2019 vamos continuar combativas, de acordo com nossos princípios de gestão horizontal e autonomia financeira. Vamos continuar expressando sem medo nossa voz independente de sindicatos e quaisquer entidades desmobilizadoras. Vamos continuar pautando a luta popular contra o capitalismo, uma luta fundamentada em organizações de base, sem fins eleitoreiros. E vamos continuar buscando uma união real e efetiva com as pessoas que, assim como a gente, sabem que somos fortes quando não lutamos só!

    SÓ A LUTA MUDA A VIDA!


  • Arraiá da Pós – Dia 27 às 19:30 no Centro de Convivência!

    Publicado em 20/06/2019 às 18:40

    Arraiá da Pós: A arte e a cultura, a música e a dança constroem, popularizam e perpetuam os símbolos da luta política de cada tempo. Após essa primeira jornada de lutas de 2019, convidamos a comunidade universitária de luta novamente a se juntar, dessa vez para celebrar uma das mais importantes festas populares da nossa cultura, o São João, e fazer um arrastapé pra lá de arretado, embalado por músicas de resistência de artistas do nosso Sul global que inspiram a luta das trabalhadoras e trabalhadores do Brasil e da América Latina.

    Venha dançar muito forró, baião, cumbia, samba e mais nesse arrastapé de luta da APG!!

    Data: 27/06/19

    Horário: 19:30

    Local: Centro de Convivência

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  • Saiba mais sobre o que rolou na última edição do UFSC na Praça!

    Publicado em 18/06/2019 às 11:00

    O TJ UFSC fez uma excelente matéria sobre a última edição do UFSC na Praça, que rolou na Serrinha no dia 8/06! Vem ver como foi – e saber mais de por que lutamos tanto na GREVE GERAL pelo fortalecimento da educação gratuita e da ciência voltada para as demandas da classe trabalhadora nas universidades públicas brasileiras.

    Confira também a reportagem do Cotidiano UFSC. Entre em contato para saber como participar do próximo!


  • Organize-se: duas reuniões de organização nesta terça-feira 18/06

    Publicado em 17/06/2019 às 14:00

    Nesta terça-feira teremos duas importantes reuniões de organização envolvendo a entidade. Às 12h teremos reunião ordinária da entidade, aberta aos/às estudantes de pós-graduação; às 17:30 teremos uma reunião de organização do UFSC na Praça, aberta à toda comunidade universitária. Venha participar – pra não lutar só!


  • APG-UFSC subscreve à nota da APG-UFRJ contra as prisões arbitrárias durante a Greve Geral de 14 de junho

    Publicado em 17/06/2019 às 11:00

    Segue abaixo a nota das nossas companheiras e companheiros da APG-UFRJ pela liberdade das pessoas presas ontem durante os atos da greve geral no Rio Janeiro, Porto Alegre e Vitória.

    A APG-UFSC repudia as prisões arbitrárias e lembra todas e todos que LUTAR NÃO É CRIME! Solidariedade às compas lutadoras e liberdade pra todas já!

    APG-UFRJ: LIBERDADE IMEDIATA AOS ESTUDANTES E TRABALHADORES DA USP, RODOVIÁRIOS DO RIO GRANDE DO SUL E DO ESPIRITO SANTO.

    Neste dia 14 de junho trabalhadores de vários setores, estudantes, educadores estão desde as primeiras horas da manhã mobilizados em diversas cidades de todo o país. A repressão não tardou. Na USP pela manhã estudantes e trabalhadores foram detidos de maneira truculenta, após a repressão policial, que terminou com vários feridos e 11 presos por se manifestarem contra a reforma da previdência e em defesa da Educação.

    Além disso, 75 pessoas foram detidas no Rio Grande do Sul, dentre as quais trabalhadores rodoviários nas manifestações de rua em defesa do direito à aposentadoria, enquanto outras 10 pessoas no Espírito Santo também foram presas arbitrariamente. Trata-se de mais uma tentativa do governo de Bolsonaro de coibir o direito dos trabalhadores de fazerem greve, e dos estudantes e apoiadores de manifestarem-se.

    Nós da APG-UFRJ nos solidarizamos com as companheiras e companheiros detidos, e exigimos sua imediata libertação! Nenhuma repressão aos que hoje se levantam contra essa ofensiva para retirar nossos direitos.


  • APG-UFSC convida para Oficina de Segurança Digital: 17/06 às 18:30 no Café do CED

    Publicado em 16/06/2019 às 13:31

    Nesse pós greve geral e na onda dos vazamentos da lava-jato, a APG convida todas e todos para uma oficina de segurança digital. Não dá bobeira como o Sérgio Moro e vem discutir quais são as formas seguras de se comunicar e de resistir à vigilância do Estado e das grandes corporações.


  • Nota sobre a Greve Geral de 14 de junho

    Publicado em 15/06/2019 às 11:30

    Uma greve geral só acontece com ação direta e solidariedade de classe! Por isso, nós da APG UFSC, como parte da classe trabalhadora, saudamos a força de todas as pessoas que no dia 14 de junho pararam as atividades e contribuíram para dar uma mensagem material e simbólica a burguesia, que vêm precarizando cada vez mais a nossa vida e destruindo o pouco que ainda temos nas universidades e escolas públicas. Enquanto não houver igualdade para os pobres, não haverá paz para os ricos!

    Somar a mobilização estudantil contra os cortes na educação à luta contra a reforma da previdência tem sido nossa pauta desde o início desse ciclo de lutas, porque ambas se colocam no caminho de uma vida digna para todas e todos nós! Essas pautam se encontram já na preparação da greve nacional da educação no dia 15 de maio, passando pela paralisação no dia 30 de maio e agora na Greve Geral de ontem, marcada por diversos atos em Florianópolis desde o início da manhã e reunindo milhares de pessoas em ato no centro, para finalizar as atividades do dia em unidade com as categorias de trabalhadoras e trabalhadores da cidade. Era estudante junto com trabalhador nas ruas de toda a cidade!

    Não só em Florianópolis, em todo o país as ruas foram tomadas no dia de ontem e a elite sentiu o prejuízo! Tanto que sua força repressora na figura da polícia, reprimiu duramente as manifestações. A APG UFSC se coloca ao lado das companheiras e companheiros presas no 14 de junho em outras cidades do país, como em Porto Alegre, Rio de Janeiro, São Paulo e Vitória, e exige liberdade para lutar. Quando nossos direitos estão em jogo, é parte da estratégia dos que tem o poder criminalizar nossas lutas, porém lembramos que protesto não é crime e continuamos na construção de um povo forte.

    E não vamos parar por aí: seguimos firmes na luta contra os cortes na educação e contra a reforma da previdência, para a construção de uma greve prolongada e que não seja cooptada por pautas individuais de algumas organizações eleitoreiras. Vamos continuar fomentando a organização pela base, num esforço real de unidade entre as forças universitárias e combativas em Florianópolis. Esse é o caminho pra não lutar só!


  • Oficina de Bateria para Atos de Rua

    Publicado em 10/06/2019 às 19:15

    A democracia se constrói nas ruas! Através das manifestações em vias públicas, o povo pode mobilizar suas bases, reivindicar seus objetivos e cobrar seus governantes!

    Em um ato de rua, as palavras de ordem dão o tom da manifestação e dialogam com os espectadores. Acompanhando as palavras de ordem, a Bateria dá o pulso da manifestação, puxa o ritmo dos cantos e treme as ruas com suas notas musicais! Uma bateria bem ensaiada e organizada muda a cara do ato, dá vida as frases de protesto e impõe peso a manifestação, sendo anúncio da passagem do povo que luta por direitos!

    A APG-UFSC convida todas e todos a participarem de nossa oficina de bateria, trazer seus instrumentos e conhecimentos e assim contribuir para fortalecer ainda mais as lutas que estão por vir, com arte e politização!