RU no CCA é garantia de transtornos para quem depende do restaurante

28/01/2020 21:43

Entra ano, sai ano e o problema insiste em se repetir: ao final de dezembro, o Restaurante Universitário da UFSC, localizado no campus Trindade, é fechado pela Administração Central, divulga-se um informe sobre o deslocamento das refeições para o RU do Centro de Ciências Agrárias (CCA), localizado no Itacorubi, e o assunto se dá por resolvido. Por repetidos anos, a liberação de transporte para traslado das e dos estudantes da Trindade para o Itacorubi só é fornecida quando as entidades estudantis entram em contato com a Reitoria cobrando pelas óbvias condições de acesso. Neste ano, mesmo após terem sido requeridas maiores explicações, a Pró-Reitora de Assuntos Estudantis (PRAE) se limitou a informar via ofício que as decisões cabíveis estavam sendo tomadas e relatou problemas de ordem orçamentária. Entretanto, decorridas já algumas semanas, o transporte ainda não foi fornecido, tornando o RU/CCA inacessível para muitos estudantes e acarretando em enormes transtornos para quem precisa estar na Universidade durante o período de recesso acadêmico, especialmente pós-graduandas e pós-graduandos que necessitam manter seus experimentos em andamento e/ou em constante monitoramento.

Entendemos a situação calamitosa da Universidade, os ataques e os cortes orçamentários que vem sofrendo; assim como entendemos que os equipamentos do RU Trindade precisam ficar desativados temporariamente por necessidade de manutenção, e que o período de recesso talvez seja o momento menos conturbado do ano para a execução dessa função. No entanto, a Universidade falha em explicar com detalhes as razões para os longos períodos de suspensão do RU Trindade; falha em explicar por quais motivos essa manutenção não poderia acontecer parcialmente, em dois momentos do ano, exigindo um fechamento menos custoso à comunidade; falha em ser transparente e em fornecer uma informação completa e honesta a quem trabalha, estuda e depende do ambiente universitário para desenvolver aquilo que é do interesse da própria Universidade e de todas(os) nós: pesquisa de ponta e excelente produção científica. E falha nesse sentido porque só ficamos sabendo dos problemas orçamentários e de licitação porque entramos em contato solicitando maiores informações. Se não fossem cobrados por sua própria responsabilidade, a PRAE nada teria dito. Então perguntamos: cadê a comunicação da Administração Central com a comunidade acadêmica?

Em ofício de resposta, a PRAE informa que manteve o RU/CCA aberto durante o recesso principalmente para atender aos estudantes em vulnerabilidade socioeconômica. Mas uma resposta como essa não convence aqueles que, vulneráveis economicamente, sabem que se todas as condições de acesso não são garantidas, o serviço não consegue chegar às/aos estudantes que necessitam dele. “Realizar suas refeições sem nenhum prejuízo do benefício”, como traz o ofício que disponibilizamos abaixo, é exatamente o que não está acontecendo. Os/as estudantes estão lidando individualmente com uma necessidade que, posta como garantia pela legislação da Universidade, não sendo fornecida conjuntamente com todos os meios necessários para acesso, acusa a irresponsabilidade da UFSC com sua comunidade. O fechamento do RU Trindade e a recusa em fornecer transporte demonstra a total falta de respeito da Reitoria por aquilo que é um dos fatores mais importantes do indivíduo em processo de formação — uma alimentação digna. Sem uma alimentação apropriada é impossível dar conta das obrigações da graduação e da pós-graduação. Isso porque uma alimentação apropriada exige uma situação financeira que não é a mesma de grande parte dos/as estudantes da UFSC — a maioria vive sem bolsas de permanência, está comprometida com valores altíssimos em aluguéis para morar em uma das cidades com maior custo de vida do Brasil, sustenta-se sem ajuda familiar (não raro, nossas famílias sobrevivem com o valor de um salário mínimo) e, a muito custo, tenta concluir o ensino superior em um país desigual como este onde vivemos. São estas/es as/os estudantes que escapam ao olhar da Administração quando a Universidade não garante todas as condições de acesso ao Restaurante Universitário.

Ressaltamos o fato importante de que as bolsas de pós-graduação estão congeladas há 7 anos, valendo hoje cerca de 40% menos do que valiam no último reajuste devido a inflação do período. Sem direitos trabalhistas, sem seguridade social, sem vale-alimentação, sem vale-transporte, com cargas de trabalho frequentemente excessivas e pressões de todo tipo, a Universidade decide esquivar-se do fato de que seus jovens trabalhadores e trabalhadoras, os pesquisadores e as pesquisadores que fazem andar a pesquisa acadêmica no Brasil, encontram dificuldades inúmeras para manterem-se saudáveis e dispostos em suas carreiras acadêmicas, motivados a fazer progredir a pesquisa científica brasileira.

Respeitem nossa alimentação!
Valorizem nossa saúde!

Parecer da APG: Estágio de Pós-mestrado

02/11/2019 17:16

Na terça-feira, 29 de outubro, em sessão ordinária do Conselho Universitário, a APG teve uma vitória quanto a não aprovação do Estágio Pós-Mestrado. O parecer apresentado pela representação discente de nossa última gestão, “Pra não lutar só”, foi derrotado pelo voto de minerva do reitor Ubaldo, após empate entre os conselheiros, mas foi determinante para a aprovação do parecer anterior, também contrário ao projeto, mas que possibilita um teste-piloto dele, em caráter experimental.

Depois de espaços abertos para discutir com as pós-graduandas e pós-graduandos, assim como a discussão sobre a proposta em assembleias de base de alguns programas, a gestão construiu o parecer que pode ser lido aqui.

 

Tags: pós-mestrado

Estudantes, técnicos(as) e professores(as) acionam MPF contra a União por causa dos cortes orçamentários na Educação

29/09/2019 16:48

Considerando o bloqueio de verbas que a Universidade Federal de Santa Catariana tem sofrido, no dia 27 de setembro de 2019, estudantes, técnicas(os) e professoras(es) da UFSC apresentaram ao Ministério Público Federal uma Representação (documento jurídico de denúncia) demandando que ações sejam tomadas a fim de reverter os cortes de verbas e reestabelecer o orçamento da instituição.

Devido à falta do repasse da quantia aprovada em 2018 para seu funcionamento, a UFSC já cancelou eventos como a Semana de Ensino, Pesquisa e Extensão (SEPEX), demitiu dezenas de funcionários terceirizados, cortou bolsas de estudo e agora tem dificuldade em manter o Restaurante Universitário em atividade.

Diante da decadência da universidade provocada pelas medidas do governo federal e do fantasma que ameaça a permanência das(os) estudantes, entidades das categorias docente, de técnicos administrativos e de estudantes de graduação e pós-graduação da UFSC assinaram a Representação para que se possa reverter o bloqueio financeiro e garantir acesso à educação pública, gratuita e de qualidade, que é um direito fundamental.

Mas agora nós precisamos da sua ajuda! Repasse esta notícia aos seus amigos! Afinal, a UFSC não é apenas a 12ª melhor universidade da América Latina, ela é a nossa universidade e não vamos deixá-la ruir.

Assista à reportagem e leia na íntegra a representação para o MPF.

 

Nota de apoio à Ocupação na UFFS

05/09/2019 12:57

A APG UFSC se solidariza às compas da Universidade Federal da Fronteira Sul (UFFS) que ocuparam os campi de Chapecó e de Cerro Largo no último dia 30. Essa ocupação é uma resposta a ingerência do governo federal por meio da nomeação de Marcelo Recktenvald, terceiro colocado na  eleição para reitoria realizada na instituição. Em uma instituição como a UFFS, resultado da luta dos movimentos sociais do campo pela interiorização do ensino superior público e de qualidade, esse ataque é inaceitável.

Enquanto APG UFSC, entendemos que a escolha do reitor deve se dar de forma democrática dentro da instituição, respeitando a autonomia universitária. Compreendemos que ainda há muito para caminhar no atual processo de escolha, visto que a participação discente não é paritária. Porém, a nomeação através de uma escolha direta da presidência é mais uma ação autoritária, que juntamente ao projeto Future-se e os cortes na educação, caracteriza o governo Bolsonaro na sua política antipovo.

Seguimos em luta na UFSC, no estado de Santa Catarina e junto aos movimentos nacionais, pela educação pública, de qualidade, gratuita e popular.

Força às companheiras e companheiros da UFFS, a luta urge!

APG UFSC – Gestão “Pra não lutar só”
2 de setembro de 2019

APG-UFSC, pra não lutar só!

22/08/2019 23:03

A gestão PRA NÃO LUTAR SÓ, da APG UFSC, se formou em outubro do ano passado pra enfrentar os ataques que vem sendo feitos contra a educação pública e gratuita. Esses ataques são tanto da administração da UFSC, que quis implementar cobrança de mensalidade na pós graduação lato sensu, que abandonou o Centro de Convivência, que vacila ao não se posicionar contra projetos de privatização da universidade (como o Fature-se) e os ataques são também do governo federal, que vem patrolando todos os direitos sociais, seja com a reforma da previdência, seja com cortes nas verbas da educação, cortes de bolsas do CNPQ, liberação de agrotóxicos e censura no INPE.
Esses são apenas alguns exemplos. E todo dia surgem ataques novos, pois isso faz parte de um projeto de precarização do trabalho e dos serviços públicos, respaldados por um aumento na repressão e na vigilância.
Mas se liguem: nós, estudantes-trabalhadores da UFSC, continuamos defendendo uma educação popular com democracia e ação direta. Entendendo que o momento exige solidariedade de classe para barrar os retrocessos e por isso dizemos novamente: a gente não tá só! Vem se organizar conosco, “pra não lutar só”! O limite a gente põe lutando!

Tags: APG-UFSCPós-graduação

8 de agosto, às 12h no Centro de Convivência: Assembleia da Pós-Graduação

07/08/2019 13:09

FUTURE-SE: SUCATEIA-SE, DESMONTA-SE, LUCRA-SE!

No último mês, o governo Bolsonaro lançou mais uma das suas investidas contra a universidade pública: o Future-se. Um programa cujo objetivo central é justamente privar a classe trabalhadora de um futuro na educação, colocando as universidades inteiramente a serviço do mercado e da burguesia. Esse projeto é mais uma parte da guerra de classes que está colocada contra o povo, onde o governo se mostra completamente submisso à classe dominante e aos interesses imperalistas.

Em um país marcado por estruturas de desigualdade, a universidade pública foi sucateada em um processo de destruição por governos que investiram, por todas as últimas décadas, a maior parte do dinheiro público nos grandes monopólios de educação e instituições privadas. No caso do Future-se, o nome bonito, a inspiração em modelos estrangeiros e a propaganda são mecanismos para esconder um projeto com fins privatistas, que visa transformar nossa educação e produção de conhecimento em lucro de curto prazo.

Com esse programa, a Pós-Graduação se defronta com um ataque direto à sua existência como conhecemos. Mais cortes de bolsas, pagamento de mensalidades e o desmonte do sistema público da pós no Brasil. Se hoje enfrentamos o sucateamento das nossas condições de pesquisa, o Future-se ampliará o problema, condicionando (ainda mais) nossas pesquisas a interesses privados e limitando (ainda mais!) o acesso à pós-graduação.

O Future-se é a cara do governo Bolsonaro. O Future-se é a Reforma Universitária, que assim como a Reforma da Previdência e a Reforma Tributária que já está a caminho, vem para aprofundar a miséria e a super-exploração da classe trabalhadora. É momento de avançar em radicalidade e luta contra o inimigo, que não hesita em destruir nossas possibilidades de futuro para lucrar com elas. É apenas com a luta junto a toda a classe trabalhadora, da qual nós, estudantes, também somos parte, que temos a chance de construir uma saída real para esse caos. Construir o enfrentamento a esses ataques e, também, um horizonte comum de educação pública e popular, a universidade necessária com a cara e os anseios de nosso povo.

Só a luta muda a vida!

Assim a APG convida todos os pós-graduandos e pós-graduandas para a ASSEMBLEIA DA PÓS-GRADUAÇÃO

Dia: 08/08
Horário: 12h
Local: Hall do Centro de Convivência

O Restaurante Universitário na UFSC não deveria estar com os dias contados!

12/07/2019 17:34

Há anos que o restaurante universitário vem sendo sucateado assim como toda a Universidade Pública. Esse processo ao qual o RU está exposto faz parte de um projeto de sucatear para privatizar que hoje vigora nos planos federais. Nesse processo, se desconsidera a importância do restaurante universitário para a permanência estudantil e para a vida dos estudantes no todo, dentro da universidade. O abandono do restaurante universitário é expressão de uma universidade que está sob risco de destruição e desmantelamento.

Embora tenha muitos problemas, o RU ainda é responsável por servir próximo de 10 mil refeições por dia, garantindo a alimentação principalmente daqueles que não podem pagar por alimentos adquiridos em outros locais, sejam restaurantes ou mesmo mercados e feiras.

A pós-graduação também precisa do Restaurante Universitário. Embora seja paga uma bolsa, o valor desse pagamento não é reajustado há 6 anos e está longe de ser suficiente para garantir a subsistência de estudantes em uma capital. Pós-graduandos passam seus dias inteiros dedicados as atividades de sua pesquisa, não tendo tempo para trabalhar externamente, e precisam se virar em uma das cidades mais caras do país, com esse valor completamente defasado e incondizente com a formação desses profissionais.

Ainda pior é a situação das pessoas de baixa renda, que já sofrem com a falta das políticas de permanência, e que sem o RU irão, literalmente, passar fome.

A reitoria da UFSC não parece estar muito preocupada com isso, pois permanece inerte perante os cortes de verbas e ataques a universidade pública! Recentemente foi afirmado, pelo chefe de gabinete da reitoria, que a universidade não dispensa, com a continuidade dos cortes, restringir o acesso ao RU, diminuindo o número de refeições servidas. Os primeiros afetados seriam os servidores da universidade, mas também menciona restrições a parcela de estudantes, os quais possivelmente seriam os estudantes de pós, pois julga-se que a bolsa paga seria suficiente para garantir a alimentação, o que está longe de ser a realidade.

Não bastando essa conivência com os cortes de verbas, a diretoria do RU postou ontem uma nota vergonhosa, pedindo que as pessoas evitem de comer no RU nas férias, para que ele possa continuar funcionando no próximo semestre. No caso da pós-graduação, férias não existem, e a maioria dos alunos e alunas estão aqui durante o mês inteiro de Julho, precisando almoçar e jantar para se manterem aptos a realizar suas atividades. Além disso, o pedido apela para uma culpabilização daqueles que forem comer como se estes viessem a ser responsáveis pelo possível não funcionamento do RU nesse segundo semestre.

É inaceitável que a reitoria trate a alimentação como algo dispensável, e permaneça imóvel perante os cortes de verbas que colocam em risco o funcionamento da universidade e a permanência dos estudantes que dependem do RU para terem o que comer.

A Associação de Pós-Graduandos da UFSC, comprometida contra os cortes na educação e os planos de privatização da Universidade Pública, denuncia os cortes no acesso ao Restaurante Universitário e se solidariza com os demais campi que estarão sem seu funcionamento durante essas férias de julho. A alimentação não é algo que pode ser rifada a bel prazer da burocracia, e embora seja prática comum em uma sociedade capitalista manter as pessoas na fome para lucrar com essa miséria, é justamente contra esse processo de empobrecimento que os cortes e reformas impostas nos trazem e que agora nos afetam na pele com as ameaças contra o restaurante universitário, que nos posicionamos contra e na resistência necessária. Rechaçamos o silêncio da direção central da universidade e exigimos respostas em relação a essa ameaça a permanência dos estudantes.

POR UMA UNIVERSIDADE 100% PÚBLICA E POPULAR!

Mais um semestre de luta que chega ao fim

09/07/2019 14:32

Desde o início da gestão PRA NÃO LUTAR SÓ, da APG UFSC, estivemos concentradas na luta por uma educação 100% pública, gratuita e socialmente referenciada. Isso quer dizer que não baixamos a cabeça em nenhum momento para o projeto evidente de desmonte da universidade, praticado pelo governo federal e tantas vezes viabilizado pela administração central da UFSC.

Estivemos firmes na luta contra a privatiação da educação, que começa com a proposta de cobrança de mensalidade na pós-graduação lato sensu, atualmente tramitando no Conselho Universitário. Pautamos as ações afirmativas para todos os programas de pós. Defendemos que o Centro de Convivência seja utilizado integralmente pelas estudantes. Realizamos assembleias lotadas com estudantes da pós e incentivamos sempre a organização pela base. Ajudamos a compor ativamente a Comissão Unificada da UFSC para organizar as lutas contra os cortes de verbas e contra a reforma da previdência, além de construir junto o UFSC na Praça. Pudemos perceber que nossas ações tiveram forte adesão, tanto de estudantes de pós quanto de estudantes da graduação que não reconhecem no DCE uma entidade mobilizadora. Nossas posições políticas não são segredo para ninguém: durante todo o tempo fizemos ampla divulgação de nossas ideias e atividades, tanto em redes sociais quanto no Boletim da Educação que enviamos periodicamente para todas as estudantes de pós da UFSC.

Esses dias fizemos uma grande festa junina e agora é tempo de frio e férias. Mas será mesmo?

Estudantes de pós costumam dizer, e mais ainda ouvir, que não têm férias. E, de certa forma, é verdade. Temos teses e dissertações para escrever, estágios para preparar, experimentos para realizar (e por isso lutamos contra o fechamento do RU nas férias!). Mas neste ano não teremos férias também porque o governo federal elegeu a educação pública como sua inimiga preferida. E nós, estudantes que ocupamos esse espaço de estudo e luta chamado Universidade Pública, não podemos simplesmente tirar o pé. Assim, seguimos as próximas semanas sem reuniões, para que possamos começar um novo semestre logo mais, com novas encontros para dar continuidade às nossas lutas!

No segundo semestre de 2019 vamos continuar combativas, de acordo com nossos princípios de gestão horizontal e autonomia financeira. Vamos continuar expressando sem medo nossa voz independente de sindicatos e quaisquer entidades desmobilizadoras. Vamos continuar pautando a luta popular contra o capitalismo, uma luta fundamentada em organizações de base, sem fins eleitoreiros. E vamos continuar buscando uma união real e efetiva com as pessoas que, assim como a gente, sabem que somos fortes quando não lutamos só!

SÓ A LUTA MUDA A VIDA!

APG-UFSC subscreve à nota da APG-UFRJ contra as prisões arbitrárias durante a Greve Geral de 14 de junho

17/06/2019 11:00

Segue abaixo a nota das nossas companheiras e companheiros da APG-UFRJ pela liberdade das pessoas presas ontem durante os atos da greve geral no Rio Janeiro, Porto Alegre e Vitória.

A APG-UFSC repudia as prisões arbitrárias e lembra todas e todos que LUTAR NÃO É CRIME! Solidariedade às compas lutadoras e liberdade pra todas já!

APG-UFRJ: LIBERDADE IMEDIATA AOS ESTUDANTES E TRABALHADORES DA USP, RODOVIÁRIOS DO RIO GRANDE DO SUL E DO ESPIRITO SANTO.

Neste dia 14 de junho trabalhadores de vários setores, estudantes, educadores estão desde as primeiras horas da manhã mobilizados em diversas cidades de todo o país. A repressão não tardou. Na USP pela manhã estudantes e trabalhadores foram detidos de maneira truculenta, após a repressão policial, que terminou com vários feridos e 11 presos por se manifestarem contra a reforma da previdência e em defesa da Educação.

Além disso, 75 pessoas foram detidas no Rio Grande do Sul, dentre as quais trabalhadores rodoviários nas manifestações de rua em defesa do direito à aposentadoria, enquanto outras 10 pessoas no Espírito Santo também foram presas arbitrariamente. Trata-se de mais uma tentativa do governo de Bolsonaro de coibir o direito dos trabalhadores de fazerem greve, e dos estudantes e apoiadores de manifestarem-se.

Nós da APG-UFRJ nos solidarizamos com as companheiras e companheiros detidos, e exigimos sua imediata libertação! Nenhuma repressão aos que hoje se levantam contra essa ofensiva para retirar nossos direitos.

Nota sobre a Greve Geral de 14 de junho

15/06/2019 11:30

Uma greve geral só acontece com ação direta e solidariedade de classe! Por isso, nós da APG UFSC, como parte da classe trabalhadora, saudamos a força de todas as pessoas que no dia 14 de junho pararam as atividades e contribuíram para dar uma mensagem material e simbólica a burguesia, que vêm precarizando cada vez mais a nossa vida e destruindo o pouco que ainda temos nas universidades e escolas públicas. Enquanto não houver igualdade para os pobres, não haverá paz para os ricos!

Somar a mobilização estudantil contra os cortes na educação à luta contra a reforma da previdência tem sido nossa pauta desde o início desse ciclo de lutas, porque ambas se colocam no caminho de uma vida digna para todas e todos nós! Essas pautam se encontram já na preparação da greve nacional da educação no dia 15 de maio, passando pela paralisação no dia 30 de maio e agora na Greve Geral de ontem, marcada por diversos atos em Florianópolis desde o início da manhã e reunindo milhares de pessoas em ato no centro, para finalizar as atividades do dia em unidade com as categorias de trabalhadoras e trabalhadores da cidade. Era estudante junto com trabalhador nas ruas de toda a cidade!

Não só em Florianópolis, em todo o país as ruas foram tomadas no dia de ontem e a elite sentiu o prejuízo! Tanto que sua força repressora na figura da polícia, reprimiu duramente as manifestações. A APG UFSC se coloca ao lado das companheiras e companheiros presas no 14 de junho em outras cidades do país, como em Porto Alegre, Rio de Janeiro, São Paulo e Vitória, e exige liberdade para lutar. Quando nossos direitos estão em jogo, é parte da estratégia dos que tem o poder criminalizar nossas lutas, porém lembramos que protesto não é crime e continuamos na construção de um povo forte.

E não vamos parar por aí: seguimos firmes na luta contra os cortes na educação e contra a reforma da previdência, para a construção de uma greve prolongada e que não seja cooptada por pautas individuais de algumas organizações eleitoreiras. Vamos continuar fomentando a organização pela base, num esforço real de unidade entre as forças universitárias e combativas em Florianópolis. Esse é o caminho pra não lutar só!