Relato Câmara de Pós-Graduação 07/10/2011

12/10/2011 02:38

Estiveram presentes na reunião doze pessoas, onze docentes e um discente. Nesta reunião finalizou-se o regulamento do estágio pós doutoral que será submetido a aprovação do CUn, aprovou-se com ressalvas/orientações o pedido do programa de Pós-Graduação em Odontologia e foi declarado com pendências o processo para criação de especialização apresentado pelo Departamento de Administração em virtude da resolução sobre as fundações aprovada na reunião do Cun de 27 de setembro. Foi aprovado o pedido de validação de diploma de doutor de Denise Zandomeneghi.

Atenciosamente,

Jouhanna do Carmo Menegaz

Representante Discente na Gestão APG/UFSC 2011/2012

Relato da Reunião CPG 22/09/2011

23/09/2011 15:29

Como é de conhecimento de todos, dia 22/09 manhã realizou-se reunião extraordinária da CPG para encaminhar o Regimento do Lato Sensu e do Estágio Pós-Doutoral. Pretendo apresentar aqui um breve relato dos pontos que foram motivo de debate na Câmara. Antes, contudo, gostaria de destacar a importância de debatermos as outras duas vagas da CPG. Esta resolução passará ainda no CUn.

1. Resolução Lato Sensu

– no mínimo 50% de professores dos cursos de especialização deverão ser professores ativos da UFSC. Os 50% restantes poderão ser divididos entre professores aposentados da UFSC ou professores de fora.

– limite de 120 horas de atuação no curso por semestre, que poderão ser concentradas em um curso ou em vários cursos desde que não ultrapassada esta carga horária.

– nova redação do artigo 20 de modo a corrigir possíveis iniquidades na seleção ou na admissão de estrangeiros. Por fim foi consensuado que este artigo terá a mesma redação do stricto sensu

– o número de orientandos de lato sensu (8) e stricto sensu são independentes (de acordo com o regimento de cada programa). Ou seja, o professor pode ter, ao mesmo tempo, no mínimo, 14 orientandos. (acredito que este seja um ponto que mereça nossa atenção).

– exclusão do artigo 27 da minuta.

No meio destes encaminhamentos alguns pontos geraram debate.Posso explicar melhor na reunião de diretoria. São eles: as atividades computadas no PAD, as finalidades da pós graduação lato sensu (educação versus mercado), necessidade de comprovação de atuação na área de conhecimento em que a pós que está sendo proposta.

2. Estágio Pós Doutoral

– retirada a palavra ‘equivalente’ dos artigos 1.

– exclusão do art.2.

– somente poderão fazer estágio pós doutoral na UFSC professores com vínculo e/ou bolsa que residam em Floripa. Saídas para pesquisas de campo deverão ser destacadas no plano e aprovadas no colegiado delegado dos prgramas.

– modificação do inciso II do art.4 para incorporar os diplomas de candidatos estrangeiros.

Foi destacado que será encaminhada ao CUn solicitação de revisão do artigo da resolução do stricto sensu que trata da avaliação em virtude do cálculo de aproveitamento não considerar as disciplinas que o aluno, por ventura, obteve conceito insuficiente.

Jouhanna do Carmo Menegaz

Conselheira APG/UFSC Câmara de Pós-Graduação

Semana Nacional de Mobilização pelo Reajuste de Bolsas Já!

18/09/2011 01:06

Na semana de 19 a 23 de setembro as Associações de Pós Graduandos de todo país estarão se mobilizando em prol da luta pelo aumento e valorização das bolsas de mestrado e doutorado, congeladas nos últimos três anos.

A APG da UFSC estará realizando durante os meses de setembro e outubro visitas a diretores de centro, coordenadores de pós graduação, pró-reitores, dirigentes sindicais, dentre outros, buscando adesão destes à moção da APG pelo reajuste de bolsas, uma vez que acreditamos que para além da mobilização dos pós graduandos necessitamos da adesão dos dirigentes das universidades e suas respectivas entidades nacionais bem como da sociedade civil, de forma geral. Aproveitar-se-á estas visitas para fazer contato com os pós graduandos dos programas visitados de modo a envolve-los nas atividades, mediante a coleta de assinaturas no abaixo assinado nacional (http://www.peticaopublica.com.br/PeticaoVer.aspx?pi=anpg) e possível organização de alguma manifestação coletiva neste sentido, como as que tem sido realizadas pela Unicamp, por exemplo.

Ainda serão pautadas nestas visitas aos coordenadores e programas o pleito de vaga definitiva da APG no Conselho Universitário da UFSC e uma posição clara da universidade com relação às bolsas CAPES-REUNI e potencial acúmulo desta com outras bolsas ou vínculo de acordo com nota das agências sobre a portaria conjunta CAPES-CNPq n° 01/2010

Relato do 38° Conselho Nacional de Associações de Pós Graduandos (CONAP) da Associação Nacional de Pós Graduandos (ANPG)

06/09/2011 20:34

Realizado em Recife – PE nos dias 18, 19 e 20 de agosto de 2011

O CONAP é instância superior à diretoria da ANPG, entidade nacional de representação dos pós graduandos no Brasil. Com o tema ‘A Formação de Recursos Humanos e o Desenvolvimento do Brasil’ o principal intento da atividade foi tirar uma opinião acerca do Plano Nacional de Pós Graduação, recentemente publicado pela CAPES. Contudo, outras questões também foram debatidas, a exemplo, as organizações sociais, a campanha pelo aumento de bolsas da ANPG e encaminhamentos em relação ao próximo congresso da entidade que será realizado em 2012. De acordo com a organização do evento, estavam presentes quarenta APG’s de todo país.

No primeiro dia de atividade (dia 18) realizou-se um Seminário de Organizações Sociais (OS) de modo a amadurecer uma opinião da entidade acerca da pauta. O debate girou em torno de, basicamente, das OS’s na saúde e na ciência e tecnologia. Deste debate resultou uma carta que brevemente será publicada no site da entidade (www.anpg.org.br). Adiantamos-lhes que, de maneira mais incisiva, se tirou uma posição contrárias às OS’s na saúde.

No segundo dia de atividades, realizaram-se debates pela manhã e tarde e à noite, ato político de abertura da atividade. Pela manhã, membro da comissão que construiu o PNPG 2011-2020 fez explanação sobre o tema e na parte da tarde, ex-ministro de C&T e o secretário de C&T de Recife discorreram acerca do potencial da investigação e inovação no combate à desigualdades regionais.

No início da manhã do terceiro dia de atividades realizou-se mesa acerca da saúde pública e o papel dos pós graduandos em sua construção, onde pautou-se a 14 Conferência Nacional, assim como temas dos mais diversos, como, agenda de pesquisas na saúde, sua relevância social, direito à saúde, propriedade intelectual, dentre outros. Desenvolveu-se em parte da manhã e tarde debate sobre o PNPG. Uma vez que não se havia uma consistente leitura prévia da maioria dos participantes, o debate foi mais ‘genérico’ e abordou questões como o excesso de produtivismo, valor das bolsas, programa Ciência sem Fronteiras, desigualdades regionais, hegemonia e práticas de programas conceito 6 e 7, avaliação da CAPES, dentre outros.

Houve um momento também para socialização das atividades das APGs.

De encaminhamentos, a criação de uma comissão para debate profundo do PNPG, agenda para campanha nacional de bolsas (valorização/aumento/ampliação) e a possibilidade de realização do próximo congresso na entidade nas cidades de Campinas, São Paulo e Belo Horizonte, de acordo com as APG’ s que sinalizaram interesse em receber a atividade em suas universidades/cidades.

Assim como a Carta do seminário de O’S foi elaborado documento do CONAP denominado ‘Carta de Pernambuco’ que, segundo a diretoria da entidade, brevemente será publicada no site.

APG conquista anistia a pós-graduandos irregulares

19/09/2010 23:17

Os egressos dos cursos de pós-graduação da Universidade Federal de Santa Catarina que vinham encontrando problemas quando, mesmo com suas teses ou dissertações aprovadas, perdiam os prazos para depósito das versões finais e com isso tinham negado seus diplomas, foram anistiados.

Essa questão tomou tal proporção no âmbito administrativo que a pauta de reuniões da Câmara de Pós-Graduação (CPG) encontrava-se repleta de processos versando sobre o assunto, nos quais eram sumariamente indeferidos e com base na aplicação da Resolução n° 10, do Conselho Universitário, de 1997. Essa Resolução, porém, apresentava uma redação confusa que dava margem para alegar ilegalidade da atividade da própria Câmara – rendendo ações judiciais por parte dos egressos, nas quais os mesmos obteriam seus diplomas e a Universidade restaria desgastada – além de demonstrar uma desproporcionalidade entre a infração – no caso, o depósito fora do prazo de um trabalho aprovado – e a pena – perda do título.

Tendo como base essas afirmações, a Associação de Pós-Graduandos da UFSC, através dos conselheiros discentes junto à Câmara – Fábio Maia e André Oliveira – por meio de uma articulação com requerentes egressos, com a Representação Discente do Curso de Pós-Graduação em Direito, além de conversas com alguns professores, conseguiu reveter a situação.

Na última reunião da CPG, após os debates sobre o tema, os demais conselheiros reconheceram que o intrincado procedimento administrativo eram desproporcional e, além disso, trancava a pauta da Câmara que deveria estar voltada para a formulação de políticas de pós-graduação da UFSC e não se encontrar paralisada com esse tipo de procedimento administrativo.

Nesse sentido, os conselheiros resolveram promover uma anistia geral, ampla e irrestrita aos casos de depósito fora do prazo de trabalhos aprovados, abarcados pela Resolução 10, de 1997. Enquanto isso, tendo em mente a Resolução nº05, de 2010, a ideia é a instituição de uma multa proporcional nos casos de atraso.

Nota de Repúdio à Reitoria da UEL

14/10/2009 11:22

Nós, pós-graduandos da UFSC, reunidos em Assembléia ocorrida em primeiro de outubro de 2009 encaminhamos nota de repúdio a Reitoria da UEL (Universidade Estadual de Londrina), pela truculência e arbitrariedades cometidas na condução dos problemas referentes a carência de moradia estudantil. Diante do desrespeito aos direitos dos estudantes e violência adotada pela reitoria para resolução do problema, nos posicionamos ao lado dos estudantes da UEL na luta por acesso e permanência na universidade e em defesa de uma educação pública, gratuita e de qualidade.

Associação de Pós-Graduandos (APG/UFSC) – 1 de Outubro de 2009

Artigo: A Política do Reuni na Pós-Graduação

06/10/2009 11:24

Após um ano de adesão da UFSC ao Programa de Apóio a Planos de Reestruturação e Expansão das Universidades Federais (REUNI) avaliamos a implementação desta política no âmbito da UFSC. Cabe, em primeiro lugar, ressaltar que o impacto de tal medida afeta trabalhadores e estudantes no conjunto da pós-graduação a graduação. Na pós-graduação destacamos as bolsas REUNI como um dado importante na consolidação dessa política. Oferecidas a partir de 2008/01 na UFSC (80 bolsas – 50 mestrado / 30 doutorado), as referidas bolsas foram implementadas, porém sem a definição clara de seu caráter, ou seja, não foram delimitadas as atividades possíveis de serem desenvolvidas pelos estudantes bolsistas REUNI, ficando, inicialmente, a cargo dos Programas, orientadores e bolsistas elaborarem as atividades com base naquelas desenvolvidas por outros bolsistas (CAPES/CNPQ). Em 2009, mais 140 bolsas REUNI foram concedidas (80 mestrado/ 60 doutorado) e neste ano, através do Comitê de Bolsas Reuni – UFSC indica-se medidas para a concretização das transformações advindas do Plano através destas bolsas.

Tendo como base o documento “Orientações Gerais Para a Implementação das Bolsas REUNI de Assistência ao Ensino” o Comitê indica que os estudantes bolsistas REUNI desenvolvam atividades em três modalidades:

A – apoio a graduação nas matérias prioritárias (Matemática, Física, Química, Bioquímica, Letras/Português, Letras/Inglês e Computação), bem como, apoio as licenciaturas;

B – apoio semelhante aos vigentes para bolsas CAPES e CNPq no qual os estudantes da pós-graduação podem ser responsáveis por ministrar 20% das aulas; e

C – apoio as disciplinas básicas nos campi de Joinvile, Araranguá e Curitibanos.

Tais orientações permitem levantar alguns elementos relacionados ao caráter da política do REUNI na Universidade. As bolsas tem interesse claro e estão vinculadas as metas do Plano de elevação da taxa de conclusão média dos cursos de graduação presenciais para noventa por cento e da relação de alunos de graduação em cursos presenciais por professor para 18, ao final de cinco anos. Portanto, através das bolsas REUNI articula-se alcançar essas metas por intermédio dos bolsistas da pós-graduação. Uma das principais diretrizes do documento é a “articulação da graduação com a pós graduação” que se relaciona a substituição dos professores concursados pelos estudantes de pós-graduação nas atividades da graduação. O que não está dito é que esta iniciativa está diretamente ligada a política imposta a partir do Plano  Nacional de Educação que estipula como objetivos e metas “prover até o final da década, a oferta de educação superior para pelo menos, 30% da faixa etária de 18 a 24 anos”. Porém esta tentativa não está associada à qualidade do ensino ancorada no tripé ensino, pesquisa e extensão, mas na massificação do acesso à educação superior sem condições adequadas para seu desenvolvimento e permanência.

Portanto, a bolsa REUNI é de fato uma bolsa de trabalho oferecida aos estudantes que não tem acesso a bolsas de estudo e que diante da necessidade de sobrevivência ficam sem outra opção, a exemplo, temos em 2008 entre 7.247 estudantes da pós-graduação da UFSC, apenas 680 (11%) com bolsa de estudo (PRPG, 2008).

Entendemos a necessidade das bolsas para todos os estudantes, no entanto, não podemos deixar de discutir o caráter do oferecimento das bolsas REUNI. É preciso ter claro os enfrentamentos políticos a serem travados como a realidade posta para que possamos enfrentar o processo de precarização da educação superior e propor uma formação vinculada à educação de qualidade.