Associação de Pós-Graduandos da UFSC
  • MANIFESTO APG UFSC EM DEFESA DA UNIVERSIDADE PÚBLICA: CONTRA A PEC 206/2019 E A COBRANÇA DE MENSALIDADES!

    Publicado em 08/06/2022 às 11:23

    Pós-graduanda (o), você sabia que estão tentando cobrar mensalidades dos estudantes nas universidades públicas? Semana passada (24/05), o deputado bolsonarista, General Paternelli, junto ao representante do MBL, Kim Kataguiri, e o presidente da Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) da Câmara dos Deputados, Arthur Maia, incluíram na pauta da reunião extraordinária da Comissão de Constituição e Justiça, a votação da proposta de emenda constitucional (PEC) 206/2019 que objetiva a cobrança de mensalidades nas universidades públicas brasileiras. Ainda, na última semana (27/05), o governo de Bolsonaro cortou R$3,23 bilhões que seriam destinados ao Ministério da Educação (MEC), que equivalem a 15% do orçamento da educação. 

    A universidade pública  é respaldada pelo princípio de gratuidade do ensino público em estabelecimentos oficiais (Art. 206 da Constituição Federal) é uma conquista do movimento estudantil brasileiro e demais categorias organizadas nos meados do século passado. Por isso, questionamos alguns argumentos falaciosos que deslegitimam a luta do movimento estudantil a partir  das propostas de cobrança. Apresentamos também  questões  específicas  da pós-graduação, afim de provocar uma reflexão sobre pontos apresentado desde o ano passado, ao criticar as Resoluções que alteravam profundamente o caráter da pós-graduação na UFSC, tal como a Resolução 015, que chegou até o Conselho Universitário (CUn) pautando questões problemáticas, como por exemplo a institucionalização da cobrança de mensalidade em cursos de especialização lato sensu. 

     

    Diminuir desigualdades sociais, cobrar estudantes da elite para pagar… sobre qual realidade estão falando? 

    Grande parte de nós, estudantes da UFSC, sentimos cotidianamente na pele a situação de ausência de recursos que assolam a universidade por quase uma década. Basta caminhar pelo Centro de Física e Matemática (CFM), ou outros centros, como o Centro de Filosofia e Humanidades (CFH), e são percebidos os problemas gravíssimos na infraestrutura, como goteiras, problemas na fiação, tetos desabando e até espaços pegando fogo. Além da própria estrutura sucateada, com poucos laboratórios funcionando com equipamentos adequados, falta de espaços de convivência e de ferramentas de pesquisa (como por exemplo falta de computadores e títulos atualizados na biblioteca), há problemas também na maioria dos departamentos, que se encontram com o quadro insuficiente de docentes e sequer tem previsão para contratação, algo que resulta na sobrecarga dos trabalhadores e impacta diretamente na qualidade do ensino. 

    Como se não bastasse o cenário de precarização da estrutura universitária na realização das atividades acadêmicas, as condições de vida duras tornam a vida de grande parcela estudantil um desafio de malabarismo, com contas caras para pagar e pouco dinheiro. São poucas as e os estudantes de pós que contam atualmente com uma bolsa insuficiente, que não foi reajustada para enfrentar a inflação crescente que vivemos no Brasil, e muitas pessoas sequer têm bolsa. 

    A narrativa construída por aqueles que defendem a cobrança de mensalidade tem dois eixos principais: que os custos da universidade oneram as finanças do Estado; e que o Estado estaria “privilegiando” estudantes com renda familiar suficiente para bancar os possíveis custos com mensalidades. Mas, nós estudantes, que vivemos na pele a deterioração das condições de vida e as precarizações da universidade, sabemos que esse não é o perfil discente que representa a universidade. Dados do Perfil Socioeconômico dos Estudantes das Universidades Federais, apontam que 70,2% dos graduandos de universidades públicas vêm de famílias com renda per capita de até um salário mínimo e meio. Sabemos que a PEC 206/2019 não surge para contribuir com o financiamento da universidade pública, pelo contrário: há anos são feitos investimentos estatais e benefícios para instituições de ensino superior privada, enquanto se adensa a crise orçamentária na educação pública brasileira, com estrangulamento dos orçamentos antes mesmo da Emenda Constitucional 95/2016, que estabeleceu o congelamento dos gastos por 20 anos e avançou na contramão das necessidades da comunidade acadêmica. 

    Aqueles que defendem um projeto de educação superior privada, tanto através da privatização dos serviços, quanto na cobrança das mensalidades, atacam diretamente o direito e a possibilidade da população pobre de acessar a universidade pública. 

    Devemos combater qualquer proposição que ameace nossa instituição em seu caráter público, gratuito, autônomo e de qualidade! Por isso, estar atentas (os) também as mais sutis brechas que ameçam esses princípios caros para nós é nosso dever, como foi a posição da entidade no ano passado (adicionar data) quando chegou no Conselho Universitário a possibilidade de institucionalização da cobrança de mensalidade em cursos de especialização. 

     

    A luta da APG sobre as mudanças em resoluções da pós-graduação

     

      Durante o ano passado, a entidade chamou a atenção para uma das resoluções que traria uma mudança grande para a pós-graduação: a Resolução Normativa N.º 15/CUn/2011 (Número do processo para consulta no SPA/UFSC: 23080.018994/2019-91), a qual propunha alterações na pós-graduação lato sensu

    Uma das alterações mais gritantes era a institucionalização de cobranças de mensalidade para pós-graduação lato sensu. Em alguns cursos de especialização essa cobrança já acontece, porém essa brecha para cobranças na universidade serve para que assimilemos cada vez mais a lógica privada dentro da universidade, e que aceitemos sua expansão para o restante da pós-graduação e da universidade como um todo. A resolução 015/2021 não passou no Conselho Universitário, entretanto chegou até essa instância e, por parte de alguns conselheiros, teve apoio. Esse exemplo nos mostra o quanto a própria gestão da universidade é capaz de assimilar a lógica privatista, inserindo cada vez mais recursos privados como se fossem pequenas mudanças para nossa instituição. Até quando poderemos chamar a universidade de pública quando vemos cada vez mais seus espaços pautados pelo capital, por parcerias e convênios, como se fossem estas a única saída para o problema orçamentário que temos enfrentado?  

    Diante desse cenário, é fundamental que nós, que realizamos pesquisas dentro da universidade pública, discutamos seriamente qual é o projeto de universidade queremos. Não podemos ficar a mercê de mudanças que, a princípio, não passam de forma tão gritante, quanto a PEC 206/2019, mas que conseguem introduzir o mesmo tipo de lógica que mina cada vez mais o sentido público, gratuito e de qualidade em nossa universidade.

    A proposta da PEC 206/2019 foi tirada de pauta na CCJ após um acordo entre deputados governistas e da oposição, que aconteceu em 31 de maio. Mas nossa luta não pode esfriar a partir dessa movimentação falaciosa, que serve para demonstrar também que o pacto de conciliação de classes segue a todo vapor na esfera legislativa do estado brasileiro. Sabemos que esses acordos são recursos para ocultar a verdadeira face do problema e nos opomos a qualquer tentativa de retorno da PEC 206/2019 como pauta de deliberação legislativa.

    Não a cobrança de mensalidade na universidade pública! 

    Pela manutenção e reforço de uma universidade pública, gratuita, autônoma e de qualidade! 

    Seguimos em luta.


  • O agendamento de refeições não é mais obrigatório para comer no RU!!!

    Publicado em 30/05/2022 às 20:23

    Mais uma conquista do movimento estudantil da UFSC tornou-se realidade nesta sexta-feira. Em uma reunião entre APG, DCE, o chefe de gabinete Áureo Moraes e o pró-reitor de graduação Daniel Vasconcelos, fomos informados de que não é mais necessário agendar para se alimentar no restaurante universitário. Já havíamos percebido que nos últimos dias ninguém estava sendo barrado por não ter agendado, mas agora temos a informação oficial.

    A reunião tinha como foco a situação do restaurante universitário e alguns outros assuntos referentes ao retorno presencial das atividades na UFSC. Com relação ao restaurante universitário, fomos informadas de que a política de agendamentos não é mais obrigatória, ou seja, não é mais necessário agendar refeições para se alimentar no RU. Essa modificação é fruto da luta travada pelo movimento estudantil, que não aceitou a imposição de mais uma burocracia para dificultar o acesso ao RU.

    Na reunião, solicitamos que a informação fosse amplamente divulgada pelos meios oficiais da UFSC e do RU, o que a reitoria se comprometeu em fazer. Também solicitamos que o sistema de agendamento fosse extinto, para não causar nenhuma dúvida ou confusão entre estudantes. Porém, sob a justificativa de coletar dados para traçar o perfil das pessoas que usam o serviço do RU, a reitoria insistiu em manter o sistema funcionando. Consideramos a medida irracional sob essa justificativa, já que esses dados já são coletados na catraca de entrada.

    Outra informação que tivemos nessa reunião foi sobre o fim do serviço de marmitas, que deixará de acontecer a partir do dia 15 de junho. O chefe de gabinete informou que o serviço foi contratado como uma solução imediata para a reabertura do restaurante universitário e que, agora que o RU está em funcionamento pleno, deixou de ser necessário.

    O fim do agendamento é uma pequena conquista, mas importante, pois significa a manutenção da única política universal de acesso e permanência na universidade, que é o restaurante universitário. Ao longo dessa luta recente, ficou evidente para nós, a partir dos relatos de muitas estudantes e das trocas que os atos geravam, como o RU é imprescindível para que possamos ter uma alimentação digna enquanto cumprimos com nossas tarefas diárias na universidade. A luta pelo RU deve continuar, com a reivindicação de ampliação do espaço, opções vegetarianas, entre diversas outras demandas dos estudantes da UFSC.

    Viva o restaurante universitário! Viva o movimento estudantil da UFSC!

    Seguimos em luta!


  • Reunião da APG 26/05 – quinta-feira

    Publicado em 26/05/2022 às 9:41

    Na reunião da APG dessa semana discutiremos uma ameaça à existência das universidades públicas que está sendo proposta por meio da PEC 206 na Câmara dos Deputados.
    A PEC propõe que as universidades públicas cobrem mensalidade como forma de financiamento das suas atividades, como ocorre nas faculdades particulares.

    Participe da reunião e contribua com a construção da mobilização que será necessária para impedirmos esse ataque à universidade a aos estudantes.

    A reunião será na sala da APG, que fica no prédio do centro de convivência, ao lado da sala dos correios, iniciamos às 12:30.


  • Reunião ordinária da APG, dia 19/05 às 12:30

    Publicado em 19/05/2022 às 10:49

    Olá estudantes da pós-graduação!

    Amanhã, quinta-feira, haverá reunião da APG.
    Convidamos todes que puderem a estarem presentes em mais um de nossos encontros para discutir algumas das questões cotidianas que temos enfrentado na UFSC.

    As pautas para a reunião de amanhã serão:
    1) condição dos prédios da UFSC;
    2) avaliação sobre o ato pelo RU, que aconteceu dia 12 de maio;
    3) atividades de recepção: hora feliz da apg

    Lembramos que a reunião será presencial, na sede da entidade, que fica no prédio do centro de convivência, ao lado da loja dos correios.

    Nossas reuniões são abertas a todes e é fundamental a participação das estudantes, para que possamos pensar coletivamente quais os próximos passos do movimento estudantil na pós-graduação.

    Até amanhã!


  • É AMANHÃ: O movimento estudantil na UFSC segue em luta pelo RU!

    Publicado em 04/05/2022 às 16:05

    É AMANHÃ: O movimento estudantil na UFSC segue em luta pelo RU!

    O ato pela ampliação do RU e pelo fim do agendamento online vai acontecer amanhã (05/05), a partir das 11h. O restaurante universitário é a política de permanência estudantil mais ampla e importante e não podemos tolerar a sua precarização e restrição.

    A reitoria e a administração do RU afirmam em um momento que os agendamentos serviriam para evitar desperdício, em outro que seria por causa da pandemia de COVID. Nós sabemos que o agendamento só serve para restringir o acesso a uma política que até então era universal: a alimentação no restaurante universitário. Estudantes tem ficado sem almoço quando não conseguem agendar suas refeições.
    Não podemos naturalizar um obstáculo extra as e aos estudantes para que possam garantir sua alimentação! Estudantes precisam comer e impossibilitar a entrada de alguém por não ter colocado num sistema não é uma solução real para o problema. Aliás, um problema que sim enfrentamos há anos a reitoria não se pronuncia: o de ampliação do Restaurante Universitário.

    Com as filas enormes que aumentam a cada ano, vemos como a estrutura do RU não dá mais conta da demanda. O que nos leva a pergunta: por que o RU não foi ampliado durante todo esse tempo?

    Mesmo medidas que foram anunciadas em audiência pública com a reitoria antes do retorno às aulas presenciais, não foram cumpridas. O pró-reitor de assuntos estudantis Pedro Manique afirmou que quando voltassem as aulas, as marmitas seriam distribuídas em uma tenda, fora do RU. Assim, quem preferisse comer marmita poderia enfrentar uma fila menor, diferente do que acontece agora, na qual mesmo quem está com muita pressa e comeria uma marmita, tem que enfrentar a fila junto com quem vai comer no bufê.

    É com essas insatisfações que queremos protestar na quinta-feira!

    Por isso, amanhã (05/05), faremos um ato em frente ao RU, em conjunto com o comando de greve dos TAES e DCE, para exigir o fim do agendamento online e também a ampliação do restaurante. Precisamos nos alimentar bem, sem ter que ficar horas e horas, sob sol e chuva, em filas quilométricas.

    A situação é crítica e a luta se faz urgente!


  • Nota de repúdio em relação ao edital publicado CAPES PRINT

    Publicado em 03/05/2022 às 9:17

    Com a recente publicação do EDITAL 2-2022-PROPG DSE, que se refere as bolsas acadêmicas sanduíche para estudantes que estão no Doutorado, nós da Associação de Pós-graduandas (os) – APG, expressamos nosso repúdio e profunda discordância com a política implementada pela CAPES e da própria Pró-Reitoria que tem adotado rapidamente suas políticas sem nenhuma oposição. Queremos destacar dois problemas principais que este edital tem: tanto em seu aspecto imediato, no que toca os termos e prazos em que o edital exige, com um tempo curtíssimo para a entrega dos documentos e obrigatoriedades de testes de proficiência que inviabilizam a participação de muitas (os) estudantes para a inscrição; quanto na própria política de anos que agências de fomento como a CAPES tem colocado para as universidades, que visa redirecionar suas verbas para projetos específicos, cada vez mais adotando um caráter profissionalizante. Entendemos que esse tipo de política se contrapõe com a própria proposta pública e política da universidade, que deveria ter autonomia para pensar as suas pesquisas, ao invés da submissão de suas pesquisadoras e pesquisadores para pensar projetos voltados majoritariamente para o mercado. 

    No que diz respeito aos prazos, este ano o edital, ao contrário das outras versões de editais relacionais ao CAPES Print, apresenta um recorde na exiguidade do período de inscrições. Para surpresa de toda comunidade acadêmica, o período de inscrições para o edital é de 14/04 a 03/05/2022. Levando em conta que a maioria dos PPG’s levou uma semana para começar a divulgar o edital, restaram menos de duas semanas para a maioria dos estudantes se inscreverem no mesmo.  E esse período curto não é suficiente para efetuar a inscrição num processo seletivo dessa magnitude e complexidade. 

    Outro ponto a destacar é ponto “3.1.3.5” do edital, que diz que é preciso “Apresentar, no ato da inscrição, o certificado de proficiência em língua estrangeira observando-se os critérios mínimos estabelecidos no Anexo XII do Edital CAPES 41/2017.” Um processo seletivo com duas semanas para efetuar uma inscrição, que ainda exige o certificado de proficiência em língua estrangeira com validade internacional, não é um processo seletivo democrático, amplo, inclusivo e isonômico. Tal proposição favorece apadrinhamentos e exclui a maioria dos possíveis postulantes, estudantes estes que enfrentaram dois anos difíceis de pandemia, e cuja grande maioria não conseguiu um certificado de proficiência em língua estrangeira com validade internacional com antecedência planejada, para poder participar às pressas de um edital relâmpago. Por isso, o mínimo que solicitamos no momento é a prorrogação deste edital e a posição publica dos conselhos universitários e colegiados de programas quanto essa política. 

    No que diz respeito à política que a agência de fomento CAPES expressa ao longo dos anos através de seus sistemas e avaliações, a qual se reflete no edital, indagamos também a própria Pró-Rreitoria da UFSC, que vem adotando suas recomendações sem nenhum tipo de contraposição, pelo contrário: celebrando muitas vezes os critérios da agência e atrelando as demandas da CAPES cada vez mais nas resoluções da pós-graduação. 

    No que se refere ao edital Print, queremos destacar a seguir alguns dos seus pontos mais problemáticos. 

    O edital implementa, por exemplo, a obrigação por parte da(o) discente de se adequar a alguns Subprojetos pré-estabelecidos, sem ter muitas vezes sequer relação com a área de pesquisa dos programas. Esse direcionamento das pesquisas caminha contrária a própria autonomia universitária em pensar as suas pesquisas. Além disso, percebemos que tais projetos definidos possuem cada vez mais um vínculo com a “produtividade”, ou seja: pesquisas  que beneficiam certos projetos e programas que tem um vínculo mais direto com o mercado. Tal política pode ser observada atualmente também com os números de distribuições de bolsas concedidas para os programas pela agência de fomento. 

    Sua política de direcionamento afeta tanto certos programas localizados em áreas como Artes, Ciências Humanas e Filosofia, que ficam de fora ou recebem poucos investimentos orçamentários para suas pesquisas por não apresentam um resultado tangível quanto outros programas; e também afetam as pesquisas que não atendem aos critérios de “inovação” e “internacionalização”. Com orçamentos cada vez mais reduzidos e uma dependência cada vez maior dos recursos dessas agências, observamos uma mudança cada vez mais rápido do fazer acadêmico. 

    O segundo ponto de destaque é que o edital além de pré-definir os projetos também apresenta insegurança quanto ao repasse dos seus recursos, ou seja: ainda que a(o) pesquisadora se prepare para o edital cumprindo tanto os requisitos burocráticos quanto na escrita de uma pesquisa que esteja alinhada com o que pede o edital, há um parágrafo que versa sobre a não garantia do CAPES fornecer a bolsa, de acordo com “readequações orçamentárias”: 

    2.5 A aprovação do(a) candidato(a) no presente processo seletivo não garante a concessão de bolsa de estudos fornecida pela CAPES, pois o PRINT/CAPES sujeita-se a eventual readequação orçamentária disponibilizada ao projeto e da liberação dos respectivos recursos pelo governo federal.

    Dado o pontos destacados, nos contrapomos com essa política expressa no edital e que é mais uma expressão do que tem sido implementada ao longo de anos de adequação da universidade ao produvistimo acadêmico. 

     


  • APG defende a autonomia universitária e se posiciona contrária a qualquer tentativa de intervenção na UFSC

    Publicado em 01/05/2022 às 23:47

    No último dia 26 de abril, ocorreu o segundo turno da consulta informal para a reitoria da UFSC. A Comissão Eleitoral Representativa das Entidades da Universidade Federal de Santa Catarina (Comeleufsc) é formada por representantes da Associação dos Professores da Universidade Federal de Santa Catarina (Apufsc), do Sindicato de Trabalhadores em Educação das Instituições Públicas de Ensino Superior do Estado de Santa Catarina (Sintufsc), do Diretório Central dos Estudantes (DCE) e da Associação de Pós-Graduandos (APG)[1].

    Desde 1983, a consulta é realizada de forma paritária na UFSC, ou seja, o peso dos votos de cada categoria (estudantes, professores e técnicos) é de 1/3 no resultado final. [2].A escolha do reitor acontece em duas partes. A primeira é a consulta à comunidade universitária, que é chamada de informal. A segunda é a votação no Conselho Universitário (CUn), para formação da lista tríplice que será enviada ao Presidente da República, para que este faça a escolha de um dos três nomes para ser nomeado reitor da universidade. 

    Historicamente, em outros mandatos presidenciais os reitores nomeados na universidades eram aqueles mais votados pela comunidade universitária. Porém, não há impedimento legal para que presidente escolha, entre três nomes indicados pelo CUn, aquele que preferir. Esse pretexto legal, entulho da ditatura militar, está sendo usado pelo presidente Jair Bolsonaro para realizar intervenções em universidades e institutos federais.

    É nesse contexto problemático, que fere a autonomia universitária, que a UFSC atualmente enfrenta um novo desafio: finalizada a etapa de consulta informal à comunidade universitária a respeito dos(as) candidatos(as) à reitoria, iniciou-se o processo de inscrição das candidaturas no Conselho Universitário (CUn). 

    Historicamente, apenas se inscrevem no processo eleitoral do CUn pessoas de confiança da chapa eleita pela comunidade universitária durante a consulta informal, de maneira que a lista tríplice contenha apenas nomes que representem o projeto político escolhido foram legitimados pela comunidade universitária. Essa estratégia busca preservar a autonomia universitária e evitar que intervenções diretas ou indiretas ocorram por parte do governo federal. Contudo, o que ocorreu tem ocorrido na UFSC essa semana nos últimos dias, foi a inscrição no processo eleitoral do CUn por parte de um servidor docente que sequer concorreu ao pleito organizado para a consulta informal universitária. 

    Essa postura autoritária tem sido disfarçada com legalismos e imposições burocráticas que buscam deslegitimar a consulta democraticamente organizada pelas entidades representativas de estudantes, servidores técnico-administrativos e servidores docentes.

    A APG, que construiu ativamente o processo de consulta informal à comunidade universitária, repudia essa postura, que desrespeita a tradição das eleições de reitoria no CUn, além de ser um ataque direto à já escassa autonomia universitária. Defendemos que seja respeitada a decisão tomada democraticamente pela comunidade da UFSC, contra qualquer tipo de intervenção na universidade!

    O que os candidatos que não se submeteram à votação da comunidade universitária afirmam é que a consulta foi realizada de forma que descumpre a lei. Contudo, incontáveis medidas na cronologia do recente histórico universitário no Brasil, restringiram as liberdades comunicacionais e fortaleceram a política de controle e contenção da suposta “autonomia” universitária. 

    A disputa pela conquista da autonomia universitária no Brasil tem sido uma luta incessante, mas que, aparentemente, está longe de se efetivar em sua integralidade. Durante a ditadura militar (1964-1985), as universidades sofreram intervenções, seus reitores(as) e professores(as) foram cassados e a “autonomia universitária” aniquilada. Com a Constituição de 1988, uma autonomia limitada, com a eleição de reitores(as) por meio da lista tríplice para escolha do presidente ou governador, a situação começou a mudar, embora a escolha dos(as) dirigentes das universidades públicas tenha se mantido até hoje muito longe de ser algo realmente democrático[3].

    Por isso, a questão da “lista tríplice” da reitoria passando pela vistoria presidencial aponta, de modo claro, que mais do que exigir o cumprimento legal das resoluções de homologação da eleição das Universidades, há que se questionar tais legislações em seus fundamentos: uma herança do “dia que durou 21 anos” é, na verdade, “21 anos que ainda persistem”. E as “intervenções” de caráter golpista, sob a gestão presidencial da extrema-direita, as escolhas de Bolsonaro e seus asseclas “interventores” mostram os limites desta forma de eleição: um oportunismo político e ideológico no sentido mais amplo dessa herança militar. Rompendo a tentativa de autonomia universitária (deliberativa), o governo federal atravessa, na prática, o modelo vigente e o “respeito” que estava sendo praticado nestas eleições, onde o mais votado era geralmente o escolhido. Só que agora de forma unilateral por meio de seus fantoches reacionários nas reitorias. É o que mostra a “candidatura” às pressas dos bolsonaristas em questão: com justificativas – se podemos dizê-las – para advogarem pela “democracia”. O vazio do discurso aponta para os problemas do modelo de eleição que temos: as escolhas a dedo do mandatário presidencial jogam todo processo democrático no lixo.

    A nossa entidade manifesta seu total apoio à Mobilização em defesa da democracia e do resultado da consulta à comunidade da UFSC. Por isso, gostaríamos de reforçar a convocação à comunidade, feita pelo Diretório Central dos Estudantes (DCE) Luís Travassos, para participar da manifestação de amanhã (02/05), às 08h em frente à reitoria. 

    Vamos todas e todos acompanhar a sessão e fazer barulho para garantir que nenhuma tentativa golpista passe! Garantir a legitimidade da consulta informal é garantir a voz de nossa comunidade!

     

    [1] Ver mais em: < https://noticias.ufsc.br/2022/04/segundo-turno-da-consulta-para-a-reitoria-ocorre-na-proxima-terca-dia-26/ >.

    https://60anos.ufsc.br/decada-de-1980/

    [2] Ver mais em: < https://pp.nexojornal.com.br/linha-do-tempo/2021/A-autonomia-universit%C3%A1ria-no-direito-brasileiro >.

    [3] Ver mais em: < https://www.marxismo.org.br/autonomia-universitaria/ >.


  • Sobre a fila e agendamento no RU

    Publicado em 25/04/2022 às 20:35

    Caros(as) graduandos(as) e pós graduandos(as) da UFSC, é por meio desta nota que a APG convoca todes a discutirem sobre a recente imposição da reitoria de agendamento para alimentação no RU para todes usuários(as).

    É com grande preocupação e indignação que vemos mais esta ação excludente da reitoria, que já não bastando o problema crônico das filas e de sistema enfrentado pelos usuários do RU, criam o que, na prática, irá dificultar ainda mais o acesso de estudantes ao direito a alimentação.

    Exigir que estudantes agendem dia e horário para se alimentar é transferir para o(a) estudante a responsabilidade pela falta de organização da reitoria, que teve mais de dois anos para pensar em como melhorar uma das principais políticas públicas da Universidade e, por omissão, não o fizeram.

    Se a reitoria soubesse o tempo que levamos para vencer a fila diariamente, debaixo de sol e chuva, jamais iria impor mais esta dificuldade aos(as) estudantes. É um equívoco acreditar que o agendamento irá diminuir as filas, ou o desperdício. Ainda seremos muitas estudantes para se alimentar em duas horas, as pessoas ainda terão que estar na fila, só que agora com ainda mais antecedência, para não perder seu horário, sob risco de pegar a fila e mesmo assim não conseguir se alimentar. Isso é um absurdo!

    Essa ação demostra a imensa falta de respeito, conhecimento sobre o público que acessa o RU e das reais dificuldades enfrentadas por nós.

    Convidamos o reitor Ubaldo Balthazar e o pró-reitor de assuntos estudantis Pedro Manique Barreto a agendarem um horário e pegarem a fila conosco na próxima quarta-feira, para que tenham a real dimensão de como esta imposição dos agendamentos não faz sentido algum, e ainda atrapalha nossa rotinas de atividades no campus.

    #reitorianafila


  • Café e reunião da APG! (20/04), às 12h30

    Publicado em 19/04/2022 às 17:39

    Olá pós!

    Ontem (18/04) fizemos nosso primeiro café com som da APG na sede presencial. Além da música e do café pós almoço, nos reunimos para deixar a sede limpa e organizada, pronta para receber todas as pessoas estudantes!

    Por isso, convidamos vocês a participarem de nossa primeira reunião presencial com café na sede da APG, nessa quarta-feira (20/04), às 12h30.

    Na reunião, iremos discutir as seguintes pautas após os informes: Restaurante Universitário (RU), Questão edital CAPES PRINT, Organização interna da APG, Eleições de Reitoria e Atividades de recepção.

    Nossa sede fica bem ao lado dos correios, no Centro de Convivências, ao lado do Restaurante Universitário (RU)

    Venha participar da reunião, conhecer a APG e tomar um café com a gente depois do RU! Esperamos vocês.


  • Conheça a sala da APG

    Publicado em 15/04/2022 às 15:03

    Atenção estudante: tem um convite especial da APG na área!

    Nesse momento ímpar do retorno presencial das atividades na UFSC, convidamos todas(os) as(os) estudantes para conhecerem a sede da APG!!!

    Nessa segunda-feira, 18 de abril, estaremos na sede durante o horário de almoço para organizar e limpar nosso espaço, que ficou fechado durante as atividades remotas. A ideia é usar o gás do retorno presencial para animar o espaço, com conversas, músicas e limpeza coletiva.

    A sede está localizada ao lado da loja dos correios, no prédio do centro de convivência, que fica bem próximo ao Restaurante Universitário (RU). Então já sabe: na hora que for almoçar, dá uma passada na APG e venha conhecer esse espaço histórico e coletivo das estudantes. Vai rolar até o famoso cafezinho, que será oferecido pela APG, para dar mais alegria a esse momento!

    Queremos que a sede da APG volte a ser um local de encontros e acolhimento entre estudantes, para que possamos nos reaproximar e seguir em luta!