Associação de Pós-Graduandos da UFSC
  • UFSC na Praça contra os cortes na educação e contra a reforma na previdência sobe a Serrinha!

    Publicado em 07/06/2019 às 11:15

    Entendendo o papel comunicador e de diálogo da universidade pública, o grupo UFSC na Praça organiza sua próxima atividade na Servidão dos Lageanos, no nosso bairro vizinho: a Serrinha.

    Para essa atividade estamos em contato com a comunidade da Serrinha e, buscando trazer para o debate toda a comunidade universitária, convidamos estudantes, técnicos/as e professores/as para que juntem-se a nós!

    A iniciativa visa realizar mostras das atividades da UFSC em espaços públicos para diálogo com a sociedade sobre a importância das instituições públicas de ensino, pesquisa e extensão. Durante a paralisação do dia 15 de maio tivemos vários participantes que levaram suas pesquisas até a Praça XV de Novembro.

    No dia 8 de junho, próximo sábado, das 13h30min às 17h30min, o evento será na comunidade próxima da UFSC, na Servidão dos Lageanos, na Serrinha.

    Grupos de pesquisa e demais integrantes da comunidade acadêmica que tenham interesse em participar e construir essa iniciativa, entrem em contato por meio do e-mail ufscnapraca@gmail.com.

    Vem pra rua conosco contra os cortes na educação e contra a reforma na previdência! Visite o evento no Facebook para mais informações.

    PROGRAMAÇÃO

    13:30-17:30
    ATIVIDADES

    Atendimento Jurídico – Advogada Popular
    Projetos de Química – Quimidex
    Sociologia do Trabalho – Lastro
    Estudos da Filosofia – Hermeneia
    Regeneração de Queimados e Uso de Células Tronco – LACERT
    Game Comenius e Jogos Educativos – EDUMIDIA
    Agricultura Comunitária – OCA
    Português como Língua de Acolhimento – PLAM
    Fortalezas de Florianópolis – Coordenadoria das Fortalezas da Ilha de Santa Catarina
    Estudos de gênero – IEG
    MArquE – Museu de Arqueologia e Etnologia da UFSC
    Cálculo de Aposentadoria e Reforma da Previdência – GEPOC, GEPETO e MTM (MobilizaCED)
    Educação pré-vestibular comunitária – Projeto Integrar
    Projeto de Atividades Extracurriculares da UFSC
    E MAIS!

    13:30-17:30
    ATIVIDADES DE RECREAÇÃO INFANTIL

    Leitura, desenho e pintura
    Confecção de faixas
    Fortalezas da Ilha para colorir

    15:00-16:30
    RODA DE CONVERSA: Lutas comunitárias, por educação e pela previdência


  • Calendário de mobilização para a GREVE GERAL de 14 DE JUNHO!

    Publicado em 06/06/2019 às 19:21

    A Associação de Pós-Graduandas e Pós-Graduandos (APG-UFSC) convida todas e todos para participar da construção da GREVE GERAL no dia 14 de junho (sexta-feira). Teremos muitas atividades acontecendo na próxima semana, conforme calendário que enviamos em anexo – pode enviar pra todo mundo!

    Na última assembleia que realizamos, no dia 23 de maio (quinta-feira, 12h), deliberamos como estudantes da pós-graduação aderir à greve geral no dia 14 de junho e paralisar nossas atividades pela educação pública e contra a reforma da previdência, somando na luta com outras categorias da cidade e do país. Com isso, não teremos assembleia da pós graduação nessa semana.

    Assim, nosso espaço nessa semana de discussão e deliberação, para pensarmos juntas e juntos como nos organizar nesse dia e compartilhar repasses dos programas e de outras categorias da universidade, será uma REUNIÃO DE MOBILIZAÇÃO no dia 12 DE JUNHO ÀS 12h NO CENTRO DE CONVIVÊNCIA. Bora chegar juntas e juntos nessa reunião para construir mais um dia de luta pela universidade pública e contra a precarização das nossas vidas!

    Além da nossa reunião, bora movimentar os programas de vocês, façam reuniões, assembleias e colem nas outras atividades da APG:

    • Segunda-feira | 18h30: Aula Pública “GREVE GERAL: o que é e por que se faz?”
    • Terça-feira | 14h30: Oficina de produção de cartazes e faixas, no centro de convivência
    • Quarta-feira | 15h: Oficina de bateria para atos de rua, no centro de convivência

    Seguimos na luta e venceremos! Contra a reforma da previdência e na luta pela educação, greve geral é a solução!

    Atenciosamente, Associação de Pós-Graduandas e Pós-Graduandos da UFSC, Gestão Pra Não Lutar Só.


  • Estudantes em defesa do aumento retroativo das bolsas de pós-graduação, iniciação científica e pesquisa!

    Publicado em 04/06/2019 às 14:10

    O aumento retroativo das bolsas de pós-graduação, iniciação científica e pesquisa não é negociável!

    Desde o último reajuste, em 2013, as bolsas perderam quase 40% do seu poder de compra, tendo em vista a inflação do período. Dois projetos de lei que propunham o aumento retroativo e anual das bolsas, um deles de iniciativa parlamentar, e outro de iniciativa popular, tiveram recentemente a retroatividade retirada de seus textos, ficando limitados apenas ao aumento anual.

    É fato que o aumento anual é necessário, porém na situação que as bolsas se encontram, apenas o aumento anual pouco compensaria a perda financeira acarretada por 6 anos sem aumentos. Na verdade, o aumento anual poderia servir até para tentar desmoralizar a luta pelo reajuste retroativo, o qual é urgente e indispensável!

    Um desses projetos, de iniciativa popular, foi criado na forma de Ideia Legislativa pelo site do Senado, e obteve mais de 20 mil apoios em 4 meses! A Ideia Legislativa foi, então, transformada em Sugestão Legislativa (SUG 24/2018), a qual obteve, até o momento 89.129 apoios!

    A SUG 34/2018 foi recentemente enviada para discussão pela Comissão de Direitos Humanos e Legislação Participativa do Senado, no entanto, no relatório final, produzido pela Senadora Leila Barros (Leila do Vôlei – PSB), o aumento retroativo foi retirado! Na proposta da SUG 34/2018, o retroativo foi colocado como sendo indispensável, constando, inclusive, no título da proposta. Independentemente disso, a retroatividade foi retirada, contrariando a opinião de quase 90 mil pessoas que apoiaram a sugestão.

    Bolsistas são a mão-de-obra da ciência no país, sendo os responsáveis diretos pela realização dos experimentos necessários para a publicação de artigos, desenvolvimento de tecnologias, depósito de patentes e cura de doenças! A recusa do governo em garantir esse aumento retroativo, independentemente da questão financeira do país, deixa claro a completa falta de compromisso com o desenvolvimento científico, essencial para a superação da crise, além da falta de respeito com os profissionais responsáveis por esse desenvolvimento! Os índices de doenças psicológicas na pós-graduação não param de subir, e a falta de valorização profissional, aliada ao excesso de pressão produtivista, estão afastado cada vez mais os jovens da carreira acadêmico-científica, além de produzir uma fuga de cérebros que terá consequências devastadoras para a nação!

    Cabe a nós estudantes pressionar o poder público para que atendam nossas demandas, e que seja garantido o aumento retroativo, assim como o reajuste anual, para que essa situação jamais se repita.

    Tendo em vista essa questão, fica aqui uma nota de repúdio ao posicionamento da Senadora Leila Barros, e a chamada para apoio a uma nova Ideia Legislativa, dessa vez contendo apenas o aumento retroativo, para mostrar que não desistiremos dessa forma de pressão, pois precisamos urgentemente de uma remuneração justa!

    O aumento retroativo é urgente, indispensável e inegociável!

    Nova Ideia Legislativa: https://www12.senado.leg.br/ecidadania/visualizacaoideia?id=123671


  • Nota de solidariedade

    Publicado em 02/06/2019 às 14:53

    A APG UFSC se solidariza com as companheiras e os companheiros que trabalham nos Correios, nossas/os vizinhas/os de sala no Centro de Convivência do campus Trindade. Agora a agência do campus terá que assumir a demanda da agência da Costeira, que está sendo fechada, o que significa provavelmente mais trabalho pra essas pessoas.


  • Não tem chuva que vai nos impedir de lutar: estudantes de pós-graduação da UFSC na linha de frente no 30M!

    Publicado em 31/05/2019 às 13:00

    Depois da HISTÓRICA assembleia dos/as estudantes de pós-graduação no dia 9 de maio e do gigantesco ato do dia 15, os céus de Florianópolis nos colocaram um desafio: como nos defender dos ataques do governo Bolsonaro (PSL) debaixo de 100 milímetros de chuva, deslizamentos pela cidade, e até a possibilidade de granizo?

    Pois demos a resposta nas ruas. Neste dia 30 de maio, juntamos forças novamente com secundaristas, graduandos/as, técnicos/as, professores/as e apoiadores/as para ocupar o centro da capital catarinense com reivindicações URGENTES: a liberação das verbas do Ministério da Educação e o enterro da reforma da previdência!

    Jamais um país saiu de uma crise sem alto investimento em educação e ciência, e a asfixia de universidades e IFs só faz piorar a situação! Isso já está causando demissões de terceirizados/as, sinaliza a falência do ecossitema econômico dos bairros e cidades universitários, e será um duro golpe à trajetória acadêmica de milhares de estudantes, em especial negros/as, indígenas, quilombolas e de baixa renda (classes D e E), estes/as últimos/as sendo 70,2% dos/as estudantes do ensino superior público no país.

    Mais que isso, pós-graduandos/as não possuem direitos trabalhistas, e nossa dedicação à ciência costuma custar caro em termos de contribuição previdenciária. A reforma da previdência nos prejudica ao adiar nossa aposentadoria e, com a capitalização, ao deixá-la ao sabor de banqueiros e flutuações de mercado. Só que ela também prejudica toda a classe trabalhadora: aumentará o desemprego por aumentar a competição por emprego entre gerações, possibilita descontos nos/as atualmente aposentados/as, aumenta a curto prazo os gastos do governo sem qualquer benefício. Ela MENTE quando fala de “déficit” sem levar em conta todo o sistema de seguridade social; ela É INJUSTA quando resolve massacrar trabalhadores/as em vez de cobrar mais dos superricos; ela é CRUEL quando fará pobres trabalharem até morrer.

    Depois das manifestações do 15M, o presidente nos chamou de idiotas, e seu ministro tanto solapou a democracia universitária quanto tentou obter dados sigilosos de candidatos do ENEM. Ontem, nos atos do 30M, instalou um canal de denúncias e tentou até proibir pais de alunos (!) de se manifestarem sobre as manifestações. Por trás de um governo ignorante, arrogante, e constantemente ilegal, estão os interesses econômicos das elites de sempre, que só entendem uma língua: a força do povo.

    Na Greve Geral do dia 14 de junho, vamos falar essa língua de novo. Já mostramos nossa organização e nossa coragem, tomando a frente da luta da nossa geração: dia 14 vai ser MUITO maior, porque vamos somar com TODA A CLASSE TRABALHADORA para PARAR essa cidade, esse estado e esse país!

    PÓS, PRESENTE, UNIDA E RESISTENTE!


  • Nesta quinta dia 30, temos todos/as o compromisso de lutar pela educação e ciência!

    Publicado em 29/05/2019 às 16:35

    VOCÊ QUE ESTEVE NO DIA 15, A LUTA CONTINUA! VOCÊ QUE NÃO ESTEVE, O PROBLEMA VAI ATINGIR VOCÊ TAMBÉM!

    • OS BLOQUEIOS À EDUCAÇÃO (~30%) ESTÃO MANTIDOS, INVIABILIZANDO O SEGUNDO SEMESTRE DE ATIVIDADES
    • A AUTONOMIA UNIVERSITÁRIA ESTÁ SOB AMEAÇA, UMA VEZ QUE REITORES E EQUIPE PODERÃO EM BREVE SER APONTADOS PELO MEC
    • CNPQ E CAPES NÃO TERÃO RECURSOS PARA BOLSAS APÓS AGOSTO/SETEMBRO
    • A UNIVERSIDADE JÁ SENTE EFEITOS: TRABALHADORES TERCEIRIZADOS/AS JÁ ESTÃO SENDO DEMITIDOS!

    Se não sairmos às ruas e reivindicarmos investimentos em educação e ciência neste país, não haverá amanhã para nossas pesquisas!

    ORGANIZE-SE COM A GENTE:

    • Entre em contato para saber mais sobre ações de panfletagem em centros de ensino;
    • Às 7h, nos reuniremos para mais rodadas de passagem em centros a partir da Reitoria;
    • Compareça à Assembleia Geral das categorias às 12:30 em frente à Reitoria;
    • A seguir, sairemos em bloco da pós-graduação para o centro!

  • Quem sente na pele primeiro os efeitos dos cortes são trabalhadores/as: terceirizados/as demitidos na UFSC

    Publicado em 29/05/2019 às 16:33

    Nesta segunda, 27/05, recebemos notícias de que trabalhadores/as de serviços de limpeza já teriam sido demitidos/as. Isso prejudica a limpeza, sobrecarrega brutalmente o trabalho dessa categoria, mas principalmente abala o sustento de todas as famílias destes/as trabalhadores/as.

    A APG-UFSC alerta que isto é consequência dos cortes à educação promovidos pelo governo Bolsonaro (PSL). E este é só o começo. Dos 171 mi do orçamento discricionário anual da UFSC (o que é usado, por exemplo, para custeio), sobraram apenas 111 mi após os cortes de 35% no começo do mês. Deste valor, 24 mi vêm do PNAES, que a administração central afirma ser possível preservar – sobrando 87 mi. Destes 87 mi, a UFSC já utilizou para custear suas atividades, do começo do ano até aqui, 58 mi. Sobram apenas 29 milhões para 7 meses.

    Isso inviabiliza a universidade na prática. Sofrerão milhares de estudantes de graduação e pós-graduação – impactando sua permanência e suas trajetórias acadêmicas – mas, para além destes e primeiramente, os/as trabalhadores/as terceirizados/as serão os/as primeiros a serem demitidos pelas empresas gestoras em função do não-pagamento. Além disso, toda a economia florianopolitana, especialmente nos bairros ao redor da universidade, serão afetados – para não mencionar os outros campi, que terão suas atividades atingidas.

    É preciso barrar esse ataque, e isso se faz nas ruas. É preciso fazer com que o governo tenha medo do movimento estudantil, declarando em alto e bom som que não deixaremos que destruam a educação de nível superior e a ciência de ponta que se faz nas universidades públicas brasileiras. Vamos dialogar com a classe trabalhadora sobre a importância do que fazemos, abraçando também a rejeição à reforma da previdência, para exigir que a classe política faça o que é de nosso interesse, não da elite que só faz explorar nosso povo. Dia 30 será maior!


  • O próximo UFSC na Praça já tem data: 8 de junho!

    Publicado em 27/05/2019 às 12:00

    No dia 24/05, às 12h, pessoas de várias categorias da UFSC reuniram-se na sede da APG para construir a próxima edição do UFSC na Praça. O evento, que nasceu com as mobilizações para a Greve Nacional da Educação do 15 de maio, consiste em aproximar a pesquisa feita na universidade da população que não convive diariamente com ela, levando à reflexão política sobre a relação entre universidade e sociedade. Saiba mais sobre como foi o primeiro evento aqui. Confira a relatoria da reunião aqui.

    Como encaminhamento da reunião, a próxima edição do evento já tem data: 8 de junho! A próxima reunião de planejamento ficou para 31/05, às 12h (local a confirmar). Entre em contato com a APG-UFSC para saber mais e participar!


  • VERGONHA! Senador Esperidião Amin (PP) tenta “explicar” cortes e foge do debate em audiência pública

    Publicado em 27/05/2019 às 8:00

    No dia 20 de maio, a APG-UFSC marcou presença no seminário com parlamentares catarinenses para discutir a situação das Universidades e Institutos Federais a partir dos cortes do governo Bolsonaro (confira nosso discurso aqui). As reitorias do IFC, do IFSC e da UFSC demonstrarem o quanto os cortes inviabilizam o funcionamento das instituições no segundo semestre, prejudicando milhares de estudantes e trabalhadores/as. Mesmo assim, o senador Esperidião Amin (PP, ex-ARENA) ofereceu uma não-solução e depois fugiu do debate.

    O senador apontou que os cortes são consequências da recessão econômica. Assim, serviu de papagaio para o discurso de um governo que deseja se eximir do próprio dever de beneficiar o povo em vez de destruir seu futuro. Como possíveis soluções, acenou para emendas parlamentares (dinheiro à disposição de congressistas para investimentos) e opinou que nenhuma alteração orçamentária deveria ser feita sem o aval do Congresso.

    Comprometimento com soluções efetivas? Nenhum. As emendas, ainda que fossem suficientes, não só não recompõem a dignidade das instituições atacadas pelos cortes do governo Bolsonaro, como as prostram de joelhos, em dependência dos parlamentares que arbitrariamente decidiriam “salvá-las”. Quão magnânimos! Agiriam, na verdade, em chantagem semelhante à do próprio governo federal, que indica a aprovação da reforma da previdência como condição para liberação dos recursos (no dia 23 de maio, o Ministério da Educação literalmente começou a fazer propaganda para a reforma da previdência em seus canais oficiais). E se no futuro o congresso precisaria aprovar os cortes? Bem, aparentemente não poderíamos contar com o voto do senador para barrar essa medida, considerando que para ele essas são apenas as “consequências que vêm depois” – ou seja, os cortes seriam inevitáveis.

    Vêm depois do que, exatamente, senador? Se por um lado estamos de fato diante de anos de recessão, medidas como a Emenda Constitucional 95 (“teto de gastos”), que o Estado brasileiro têm defendido e o senhor apoiou, não foram solução. Pelo contrário: aprofundaram a crise através da precarização dos serviços públicos que a classe trabalhadora necessita, e beneficiaram a aristocracia nacional, da qual o senhor e sua família fazem parte. O senador Esperidião Amin e sua esposa, deputada federal por Santa Catarina Ângela Amin (PP, ex-ARENA, não compareceu ao seminário), possuem mais de 3 milhões de reais em patrimônio declarado (fonte: Estadão). Possuem 4 carros; 10 imóveis (sem contar porcentagens de imóveis); 30 mil reais em obras de arte e, na época da declaração (2018), 45 mil reais em dinheiro em espécie (30 mensalidades de uma bolsa de mestrado, simplesmente guardados por aí, em algum cofre, por alguma razão). São pessoas como essas que defendem a reforma da previdência, e justificam a “falta” de dinheiro para a educação e ciência públicas no Brasil. Que não parecem preocupadas com os próprios efeitos econômicos, de curto, médio e longo prazo, dos ataques às instituições que produzem a esmagadora maioria do ensino e da pesquisa no país: as consequências virão depois!

    Para qual de suas casas o senador foi assim que completou seu discurso? Não sabemos. Sabemos que ele se recusou a ouvir a réplica; fugiu, para longe da pressão que os/as presentes fizeram sobre os representantes do povo. Esperidião Amin quis justificar o inaceitável, propor o inadequado, evitar o contraditório e posar pra foto como se estivesse fazendo alguma coisa. Vergonhoso!


  • Estudantes de pós-graduação da UFSC: NÃO aos cortes, à cobrança de mensalidades e à reforma da previdência! Em bloco no dia 30, construir a greve geral do dia 14!

    Publicado em 25/05/2019 às 22:44

    Estudantes de pós-graduação da UFSC reuniram-se em Assembleia Geral no dia 23 de maio de 2019, às 12h, no hall do Centro de Convivência (confira a ata aqui). A assembleia foi mais uma das atividades de mobilização convocadas pela Associação de Pós-graduandos da UFSC (APG-UFSC) em razão dos cortes anunciados no MEC. Os cortes em questão inviabilizam o segundo semestre da UFSC e de praticamente todas as universidades e institutos federais do país.

    É importante ressaltar que os cortes afetam também a educação básica e a Capes, onde estão os recursos para o pagamento da maioria das bolsas de pós-graduação. Portanto, não só a universidade pode ficar literalmente sem energia elétrica como também podemos ficar sem a remuneração que permite nosso sustento.

    O 15 de maio foi a primeira grande reação popular à medida, e esta última assembleia serviu para refletir melhor sobre o momento político e construir o dia 30 de maio, em que mais atos estão sendo chamados por estudantes e trabalhadores da educação. Entende-se que estes atos servem também para a construção do dia 14 de junho, em que ocorrerá uma paralisação nacional contra a Reforma da Previdência – dessa vez contando com a participação de todas as categorias de trabalhadores.

    Os principais encaminhamentos da assembleia foram:

    • Paralisação das atividades da pós-graduação no dia 30/05.
    • Estudantes da pós-graduação da UFSC se posicionam contra quaisquer contingenciamentos, cortes ou bloqueios na educação.
    • Estudantes da pós-graduação da UFSC se posicionam a favor da reforma do Centro de Convivência.
    • Estudantes da pós-graduação da UFSC se posicionam contra qualquer tipo de cobrança de mensalidades na universidade, incluindo cursos de pós-graduação lato sensu.
    • Estudantes da pós-graduação da UFSC se posicionam a favor do reajuste das bolsas de pós-graduação, considerando 38% de defasagem em 6 anos.
    • Estudantes da pós-graduação da UFSC se posicionam contra a Reforma da Previdência que está em discussão no Congresso.
    • Estudantes da pós-graduação da UFSC aderem à greve geral do dia 14 de junho.
    • Manutenção do bloco da pós-graduação no ato do dia 30 e produzir um estandarte alto para a identificação do bloco.
    • Estudantes da pós-graduação da UFSC sugerem para a Assembleia de Estudantes da Graduação (28/05, às 12h) fazer o trajeto do dia 30 da UFSC até o centro pelo bairro Serrinha.

    Para os próximos dias:

    • A próxima reunião ordinária da APG-UFSC será no dia 27/05, às 12h, na Sede da APG; lá discutiremos melhor a operacionalização das tarefas para seguir na luta. Compareça, as reuniões são abertas para quem está disposto a contribuir e construir a entidade! Há muito que fazer nas lutas da nossa categoria, agora e daqui em diante. Venha, pra não lutar só!
    • A APG-UFSC realiza sua Aula Magna para 2019 agora, no olho do furacão. Com o título “Reforma da Previdência e pós-graduação: quando VOCÊ vai se aposentar?“, convidamos Maurício Mulinari, do DIEESE, e Edivane de Jesus, egressa do PPGSS UFSC, para falar com pós-graduandos e pós-graduandas sobre a realidade da reforma da previdência para nós e para o resto dos/as trabalhadores/as. Compareça, informe-se – é o seu futuro que está em jogo!
    • Nos dias 28 e 29 estaremos no Centro de Convivência confeccionando cartazes para o ato do dia 30; haverá material disponível. Venha e chame seus colegas!